Canadá registra 1ª morte na América do Norte causada por vírus H5N1

Autoridades disseram se tratar de 'caso isolado' e que a morte aconteceu no último dia 3

As autoridades sanitárias do Canadá informaram nesta quarta-feira que uma pessoa morreu no país infectada com o vírus H5N1 – o primeiro caso do tipo na América do Norte – após retornar da China.

Em entrevista coletiva, as autoridades disseram se tratar de “um caso isolado” e que a morte aconteceu no último dia 3. O Canadá entrou hoje em contato com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e também notificou o caso à China.

A vítima, uma mulher que vivia na província de Alberta, no oeste do Canadá, desenvolveu os primeiros sintomas da gripe aviária em 27 de dezembro, enquanto viajava de Pequim a Vancouver no voo 3030 da Air Canada. Após passar várias horas no aeroporto de Vancouver, a vítima pegou outro voo da mesma companhia para ir a Edmonton, capital da província de Alberta.

Por fim, a mulher foi internada em um hospital no dia 1º, recebeu tratamento com o remédio Tamiflu e faleceu em 3 de janeiro. E, na noite de ontem, as autoridades sanitárias canadenses receberam confirmação de que a morte foi causada pelo vírus H5N1.

O diretor médico de Saúde de Alberta, James Talbot, não revelou a identidade da vítima ou o hospital no qual ela foi internada. Por sua vez, Gregory Taylor, subdiretor de saúde do Canadá, disse que as autoridades não sabem como a vítima contraiu a doença, já que não se conhece nenhum caso de gripe aviária em Pequim, e a transmissão só é feita de aves a humanos, e não entre pessoas.

“A China vai se interessar muito por este caso”, disse Taylor. A ministra da Saúde do Canadá, Rona Ambrose, tentou acalmar a população ao destacar que “o risco de contrair H5N1 é muito baixo”.

As autoridades canadenses também revelaram que a vítima viajou à China acompanhada de duas pessoas que não desenvolveram a doença.

Taylor destacou que só foram confirmados cerca de 650 casos de gripe aviária no mundo todo desde que a doença apareceu há uma década. A taxa de mortalidade é de 60% dos casos. Em 2013, houve 38 casos em todo o globo, dos quais 24 resultaram em morte do paciente.