Bateria funciona por três minutos e meio após carga acabar

Protótipo desenvolvido em Harvard poderá em dois anos equipar veículos aéreos não tripulados, tablets e celulares

São Paulo – Em dois anos, celulares, tablets e até aviões não tripulados – drones – poderão continuar funcionando mesmo após a carga de energia acabar. Cientistas da Universidade de Harvard criaram uma bateria que armazena parte da energia gerada e continua em operação até três minutos e meio após o fim de seu combustível, o hidrogênio. O estudo foi publicado no site do periódico Nano Letters.

Os pesquisadores já conheciam a capacidade de baterias armazenarem parte da energia gerada a partir de hidrogênio. O invento dos pesquisadores americanos, na forma de uma película bem fina, estende bastante esta sobrevida: de 15 para 210 segundos – catorze vezes mais.

De acordo com Shiram Ramanathan, professor de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard, essa célula foi desenvolvida a partir de outras pesquisas que já usavam materiais mais versáteis para produzir e armazenar energia.

Como funciona – Uma bateria produz energia pelo fluxo de elétrons entre dois polos de energia, o ânodo (eletrodo positivo) e o cátodo (eletrodo negativo). O avanço da pesquisa se deu com o uso de óxido de vanádio em um dos polos, o ânodo.

Segundo Ramanathan, ainda não está claro para os pesquisadores o que faz com que o circuito continue em funcionamento mesmo após o fim do combustível. Ele estima que, em dois anos, essa pesquisa poderá levar à criação de baterias mais sofisticadas e que durem ainda mais tempo.