Baleias bebês “sussurram” com mães para evitar predadores; ouça

O que acontece nas longas migrações marcadas por uma forte relação entre mãe e prole é um mistério que começa a ser desvendado pelos cientistas

São Paulo – As baleias jubarte são conhecidas por suas migrações épicas que as levam das águas polares do Ártico e da Antártida, onde se alimentam durante o verão, para as águas tropicais e subtropicais, onde acasalam e dão à luz durante o inverno.

A viagem de retorno aos polos é crítica para a sobrevivência dos filhotes, por se tratar de um período em que eles estão muito vulneráveis à ataques de predadores ou a se enroscar em redes de pesca industrial. O que acontece nessas longas travessias marcadas por uma forte relação entre mãe e prole, entretanto, é praticamente um mistério para os cientistas.

Para reduzir essa lacuna de conhecimento, especialmente em relação ao processo de aleitamento, cientistas implementaram multissensores em oito baleias jubarte bebês e duas mães.

“Entender o comportamento do aleitamento neonatal é fundamental para a compreensão da energia e evolução do comportamento migratório da baleia jubarte e para ajudar nos esforços de conservação, mas apesar de sua importância, muito pouco se sabe sobre os detalhes, a taxa e o contexto comportamental desse processo”, dizem os pesquisadores.

Os sensores, dotados de ventosas que se fixam na pele dos animais por um período de 8 a 68 horas, revelaram um tipo de som emitido pelos bebês, quando estes nadavam ao lado das mães, que surpreendeu os cientistas.

Em vez de emitirem uma vocalização longa e elaborada, característica da espécie, eles parecem “sussurrar” ao se comunicarem com as mães, usando “vocalizações de baixo nível”, de acordo com os cientistas, que gravaram com sucesso os sons.

Os pesquisadores acreditam que as mães e os bebês se comunicam calmamente para evitar serem ouvidos por baleias assassinas ou baleias jubarte macho que estão em busca de um companheiro.

Ouça um trecho da gravação do “sussurro” de um bebê jubarte obtido pela rede NPR:

Entender o comportamento do sussurro é mais uma razão importante para se controlar a poluição sonora quando se fala em conservação do habitat das baleias.

Segundo a pesquisa, que foi publicada no periódico científico Functional Ecology, as “chamadas fracas” entre a mãe e o filhote são muito sensíveis aos ruídos no ambiente provenientes de atividades humanas, como o barulho de um navio, por exemplo, aumentando assim o risco de separação entre os dois.

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