Arqueólogos encontram chocolate de 2.500 anos

O achado foi feito por um grupo de cientistas em Paso del Macho, na península do Yucatan

São Paulo – É consenso que o chocolate é um favor que devemos agradecer às civilizações pré-colombianas. Foi ideia dos nossos vizinhos latinos a criação de uma bebida preparada com o então onipresente cacau, e temperada com especiarias. No entanto, uma descoberta recente de arqueólogos pode mudar alguns parágrafos na história do doce.

O achado feito por um grupo de cientistas em Paso del Macho, na península do Yucatan, registrou traços de chocolate maciço em um prato – e pela primeira vez, não um copo. Parece uma diferença trivial, mas a descoberta é importante por comprovar que a substância também era usada como acompanhamento para comidas sólidas. As informações são do The Telegraph.

Anunciada pelo Museu de Antropologia do México, a descoberta pode apontar também a origem de alguns dos costumes gastronômicos dos mexicanos, como o uso do molho Mole, feito com chocolate e pimenta e servido frequentemente com carnes.

Os fragmentos do prato datam de 500 anos antes de Cristo, e não são os mais velhos traços de chocolate encontrados no país. Copos de bebidas descobertos em escavações no Golfo do México, em regiões antes habitadas pela civilização Olmeca, são datados de mais de 1.500 anos antes de Cristo.