Anatel vai licitar em agosto 4 posições de satélites

Os satélites terão de cobrir todo o território brasileiro, com 25% a 50% dos transponders dedicados a transmissões para o País

São Paulo – Para ampliar a capacidade de transmissão de telecomunicações no Brasil a tempo da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a licitação para o lançamento de quatro satélites geoestacionários comerciais.

Os satélites terão de cobrir todo o território brasileiro, com 25% a 50% dos transponders dedicados a transmissões para o País. O edital que será publicado no próximo dia 18 colocará à disposição dos interessados uma lista de 12 posições orbitais – a 36 mil quilômetros de altitude – das quais quatro terão seus direitos de uso cedidos por 15 anos. “Há posições muito boas com mais de uma empresa interessada, por isso a licitação. Devem ser satélites grandes, para transmissão de dados, radiodifusão, telefonia e banda larga”, afirmou o conselheiro da Anatel Jarbas Valente.

O leilão está previsto para ocorrer no dia 23 de agosto, e o preço mínimo por posição será de R$ 3,946 milhões. A última posição orbital licitada pelo Brasil, em 2007, foi vendida por R$ 4,5 milhões. Cada empresa poderá adquirir no máximo duas posições, e uma exigência da Anatel é de que a estrutura de operação dos satélites seja integralmente localizada no Brasil.

O prazo para que os satélites entrem em operação vai de quatro a cinco anos, mas Valente aposta em um cronograma mais curto. “As empresas interessadas garantem que conseguem pôr o equipamento em operação até 2014. A ideia é construírem os satélites e terem janelas de lançamento até lá.”

A entrada em funcionamento dos quatro equipamentos aumentará consideravelmente a capacidade de transmissão do País, que atualmente tem oito posições ocupadas, com nove satélites. “O Brasil tem uma demanda muito grande devido ao aumento da quantidade de geradoras de televisão e da expansão da TV digital. Além disso, os satélites permitirão levar a rede de celular a áreas de acesso mais difícil”, disse Valente.