Alinhamento misterioso em nebulosas intriga cientistas

São Paulo – Enquanto estudavam mais de 100 nebulosas planetárias no centro da Via Láctea, astrônomos acharam um alinhamento misterioso em nebulosas com forma de borboleta....

São Paulo – Enquanto estudavam mais de 100 nebulosas planetárias no centro da Via Láctea, astrônomos acharam um alinhamento misterioso em nebulosas com forma de borboleta. A descoberta tem intrigado os astrônomos.

Uma estrela como o Sol lança suas camadas exteriores para o espaço circundante nas últimas fases da sua vida. Desse processo surgem as nebulosas planetárias, nuvens densas de gás e poeira cósmica que apresentam uma variedade de formas intrigantes.

Todas as nebulosas se formam em locais diferentes e têm características diversas. Mas um grupo de nebulosas planetárias chamadas de bipolares é conhecido por formar ampulhetas ou borboletas fantasmagóricas em torno das suas estrelas progenitoras.

Um novo estudo feito por astrônomos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, mostra semelhanças surpreendentes entre algumas destas nebulosas: muitas delas alinham-se no céu da mesma maneira.

Ao usar imagens do Telescópio Espacial Hubble e do New Technology Telescope, foi possível analisar esses objetos detalhadamente. Os astrônomos identificaram três tipos diferentes de nebulosas. Duas populações estavam alinhadas no céu de modo aleatório, como o esperado. Mas a terceira, de nebulosas bipolares, mostrava uma preferência surpreendente por um determinado alinhamento.

Segundo Bryan Rees (Universidade de Manchester), um dos dois autores do estudo, muitas destas borboletas fantasmagóricas parecem ter os seus eixos maiores alinhados ao longo do plano da nossa Galáxia.

Os astrônomos sugerem que as nebulosas planetárias são esculpidas pela rotação do sistema estelar a partir do qual se formam, dependendo por isso das propriedades do sistema, como o número de planetas em sua órbita. Mas o alinhamento de nebulosas bipolares indica que algo de estranho acontece nos sistemas estelares de onde surgiram as nebulosas.