Um roubo de US$ 90 mil e outras notas curiosas sobre o trabalho no mundo

Um giro por cinco ações, de diferentes empresas, atualiza o que está acontecendo no mercado de trabalho ao redor do mundo

São Paulo – Confira as principais notas sobre o que está acontecendo nas empresas pelo mundo, publicadas na revista Você S/A de outubro.


Uma fortuna em bolos

Um funcionário de uma das lojas da rede de confeitarias Lady M Confections foi condenado por roubar cerca de 90 000 dólares em bolos. David Lliviganay, de 32 anos, trabalhava como motorista de uma unidade da marca em Nova York e foi flagrado por câmeras de vigilância contrabandeando os doces durante três meses.

Os cerca de 1 000 bolos, que custavam em torno de 90 dólares (aproximadamente 375 reais) cada um, foram revendidos a comerciantes. A empresa só percebeu o esquema quando descobriu locais não autorizados vendendo os itens com desconto.

Com julgamento marcado para o final de setembro, David, que se declarou culpado em julho, teve de responder por 15 crimes de furto e uma contravenção penal.

A Lady M Confections, que começou a fornecer doces para restaurantes e lojas em 2002, tornou-se sensação graças a seus bolos Mille Crêpes. A iguaria, que é vendida em fatias de 20 centímetros de altura, é perfeita para fotos no Instagram e caiu no gosto de famosos.


Legião de desempregados

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, cerca de 30% da população economicamente ativa da província de Cuando Cubango está desempregada.

Isso representa 277 343 pessoas, entre 15 e 65 anos, sem fonte de renda. A crise do país, que perdura desde 2015, é uma das causas para a escassez de empregos.


Os ganhos de fazer o bem

De acordo com um estudo publicado em setembro pelo Itaú Social, as empresas estão mudando a percepção sobre voluntariado.

Segundo a pesquisa, realizada com 47 companhias sediadas na Ásia, Europa, África, América do Norte e América do Sul, há cerca de cinco anos, as organizações estavam preocupadas em alinhar seus programas de voluntariado aos objetivos de negócio.

Hoje, o foco dos projetos é impactar internamente a corporação e permitir o desenvolvimento de habilidades pelos funcionários.


Remédio amargo

Desde setembro, as empresas alemãs têm reduzido temporariamente as horas de trabalho e os salários dos profissionais. Essa medida é uma forma de contornar a queda de produção e a iminente recessão do país.

O setor automotivo, carro-chefe da economia nacional, é um dos mais afetados, com diversas empresas decretando falência. Companhias como Continental, Opel e ­Steinhagen são algumas que já aderiram às reduções.

Na Alemanha, o trabalho de meio período é regulamentado e as companhias podem diminuir a jornada de seus funcionários sem consultar os sindicatos.

Porém, durante o período de afastamento, a Agência Federal de Emprego alemã se responsabiliza por cobrir até 67% da perda salarial sofrida pelos trabalhadores.

Linha de montagem da Opel, fabricante de carros alemã: empresas do país reduzem jornada e salários por causa da crise | Getty Images

Linha de montagem da Opel, fabricante de carros alemã: empresas do país reduzem jornada e salários por causa da crise | Getty Images (/)


Boom de empreendedoras

A Coreia do Sul é o país onde mais mulheres se tornaram empreendedoras no último ano. Segundo um relatório da Mastercard que incluiu 57 países, em 2018 mais de 12% das cidadãs sul-coreanas em idade produtiva estavam envolvidas na administração ou fundação de novos negócios.

O número é 5% mais alto do que o de 2016. Para incentivar esse avanço, o governo da Coreia do Sul investiu, em 2019, 470 milhões de dólares em empresas comandadas por mulheres, valor 18 vezes maior do que o destinado em 2015.

As ações ajudam a redesenhar o contexto do país, ainda profundamente sexista. Por lá, além de o empreendedorismo feminino ter sido proibido até 1990, de acordo com dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a diferença salarial entre os gêneros é a maior do mundo.