SOLVO

Agostinho Villela, 38 anos, engenheiro eletrônico André Fonseca, 32 anos, analista de sistemas Marcelo Salim, 35 anos, analista de sistemas

Aos 30 anos de idade, com um filho de 1, Marcelo Salim tomou uma decisão que muitos considerariam irresponsável. Ele estava “encarreirado”, para usar um jargão corporativo, na IBM, e resolveu largar tudo para montar o próprio negócio. Fez o mesmo caminho que os sócios Agostinho Villela e André Fonseca, também egressos da IBM. Qual negócio? Eles não sabiam. Simplesmente, não queriam mais ser meros empregados de uma grande corporação. “Ou ficávamos na grande empresa, uma limusine difícil de manobrar mas com extrema segurança, ou optávamos por um carro de Fórmula 1, ótimo de manobrar mas com alto risco”, diz Salim. Os três sócios ficaram com a segunda opção. Criaram, então, a Solvo, uma empresa que presta consultoria em missões críticas de computadores. Hoje, a Solvo é prestadora de serviços da própria IBM. Cerca de 60% dos serviços vendidos pela empresa no segmento do sistema operacional Unix foram implementados pelo trio.

Não satisfeitos com o sucesso da Solvo, como bons empreendedores, os sócios resolveram criar a Automatos, que faz a mesma coisa que a Solvo, porém virtualmente. A empresa foi criada nos Estados Unidos. “Não foi falta de patriotismo”, garante Salim. “Fizemos isso para romper o preconceito contra empresas brasileiras.” Mesmo assim, não foi fácil conseguir vender para os americanos. “Para convencermos a Compaq, tivemos de participar de diversas reuniões com todos os níveis hierárquicos da empresa”, diz Salim. “Até que conseguimos fechar contrato.” Hoje, com os negócios de vento em popa, Salim enche a boca para falar que são 80 pessoas empregadas. “Acredito que minha missão principal é criar emprego.” Menos um na grande empresa, mais 80 na pequena.