Se o seu professor de inglês não faz isto, é melhor demiti-lo

Rosangela Souza, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas, dá dicas para você descobrir se está em boas mãos em um curso de inglês

O sucesso de um curso de inglês depende do quanto o método tem a ver com o seu perfil de aprendizagem. Porque a gente sabe: se você não gosta do curso ou do professor, vai encontrar mil justificativas para não ir à aula, não estudar… e não aprender. Este sucesso depende também da sua disciplina e interesse – e isso tem a ver com sua motivação natural para aprender inglês. O professor, ainda imprescindível, dependendo do formato do curso, pode ter um papel fundamental no processo. Ou pode atrapalhar bastante também, dependendo da sua meta de fluência.
Se você tem um professor de idiomas, é hora de avaliar o quanto ele vai ajudar você neste processo de aquisição de fluência. Veja aqui cinco dicas:

1- Planejamento da aula
Assim como qualquer profissional que precisa planejar seu dia, o professor deve planejar seu curso e cada aula, alinhando-os às suas necessidades. Com inúmeros recursos e conteúdos digitais, verifique se seu professor está fazendo uma boa curadoria. Se for uma aula em escolas de franquia, é natural o professor ficar mais preso ao material didático. Neste caso, verifique se este material o capacita a falar inglês, compreender alguém falando, escrever, adquirir vocabulário, aprender estruturas gramaticais – tudo o que é imprescindível para o domínio do idioma.

2 – Sensibilidade para compreender o universo do aluno
O professor deve ser capaz de compreender as suas áreas de interesse, para complementar o curso com conteúdos relevantes para você, ou, se o método não permitir, para orientar você para estudo individual.

3 – Estímulo para o aluno falar
Para alguns, a compreensão oral é a habilidade mais desafiadora. Para outros, é a fala. Bons professores sabem que devem estimular você a falar aproximadamente 80% do tempo da aula, se a sua meta for comunicação oral. Eles devem criar um ambiente em que você se sinta seguro ao falar e ao ser corrigido, entendendo que cometer erros faz parte do aprendizado.

4 – Hora de aprender, hora de produzir
Bons professores medem a sua evolução periodicamente e criam formas de celebrar suas pequenas conquistas. Alguns professores “gamificam” seus cursos (usam elementos de jogos), dividindo o programa em etapas curtas, medindo resultados em menores espaços de tempo, para que você “mude de fase” e se sinta recompensado pela etapa concluída. Dá muito certo para alguns perfis de aluno. Veja se para você é motivador, e converse com seu professor.

Mas o professor não pode exagerar no número de testes – momento em que “não se pode errar” porque se está sendo avaliado. Um excesso aqui cria uma tensão excessiva no curso.

E também não pode se exagerar no número de treinos – senão na hora em que você tem aquela reunião com investidores internacionais, você trava. Um bom professor entende que não é porque ele ensinou ontem, que você vai produzir perfeitamente hoje. Este talk no TED pode ajudar com este tema:

5 – Atualização
A língua é viva e, assim, muda com o passar dos anos, e isso acontece com qualquer língua. Um americano que aprendeu português há vinte anos, não vai entender : “lacrei”, “novinha” e “mitou”, né? Ignorar este aspecto é estagnar-se como professor, no aspecto cultural. Se o objetivo é comunicar-se, atualização do professor é fundamental.

Além da língua, bons professores estão sempre em busca de metodologias, recursos e ferramentas novas para estimular você e acelerar o seu aprendizado. Se ele indica apps, sites, e sabe usar as novas ferramentas a seu favor, você está em boas mãos.