Rio Quente Resort combina calor, som e boa gestão de pessoas

Na região do resort, há dezenas de hoteis e escassez de mão de obra

Rio Quente (GO) – Tudo bem que o ambiente ajuda: sol e calor o ano todo, água quente que brota do chão, clientes que só estão pensando em se divertir e viver momentos agradáveis. Mas esse conjunto de atributos não assegura, por si só, a satisfação dos funcionários de um empreendimento turístico.

No caso do Rio Quente Resort, o “empurrãozinho” dado pela natureza do negócio é bem aproveitado pela política de gestão de pessoas da empresa. Além de um pacote consistente de benefícios, que inclui bons planos de saúde e odontológico, auxílio-creche, cursos gratuitos de inglês e espanhol, transporte e alimentação por conta da casa, quem vem de fora pode morar no próprio resort — na “Vila dos Solteiros” ou na “Vila dos Casados”.

A preocupação com treinamento é constante, mesmo porque a região, com dezenas de empreendimentos hoteleiros (a maior parte instalada na cidade vizinha de Caldas Novas), está vivendo uma fase de escassez de mão de obra e a disponibilidade de profissionais preparados é praticamente zero.

Assim, o processo de integração de um novo funcionário do resort se estende por uma semana e há reciclagens frequentes para assegurar a manutenção do nível do atendimento aos mais de 1 milhão de visitantes que o complexo recebe por ano (64% deles oriundos do estado de São Paulo).

Alguns programas de gestão, entretanto, são ainda pouco estruturados, como é o caso da avaliação de desempenho, timidamente iniciada no ano passado. O “aplausograma”, espécie de cartão de congratulações que o empregado recebe ao ser flagrado pela chefia fazendo algo positivo e o leva a concorrer a prêmios no final do ano, tem ocupado parcialmente esse papel, apesar do inegável caráter subjetivo em seus critérios.

Outro programa que rende premiações à equipe é o banco de ideias, de onde nasceram novidades como o Ecopesca, uma das mais recentes atrações do parque, e a oferta dos serviços de lavanderia a clientes externos, uma forma de transformar em lucro a ociosidade parcial da estrutura.

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
Uma vez por mês, todo funcionário pode levar os dependentes para passar o dia gratuitamente no parque, com descontos de 50% na alimentação. Não há bolsas para graduação e o programa de bolsas de pós-graduação é restrito ao nível gerencial, o que causa frustração no nível operacional.