Proteus Security Systems

João Mendes de Carvalho Jr., 25 anos, analista de sistemas Marcelo Weyne Romcy, 26 anos, analista de sistemas

Dois cearenses saíram do zero e hoje vendem um serviço de segurança de redes para o mundo inteiro. A história parece simples, mas a jornada foi dura. Vamos voltar ao ano de 1995. Naquela época, conectar um micro à internet era muito difícil. Foi quando João Mendes Carvalho e Marcelo Weyne Romcy, estudantes de ciência da computação da Universidade Federal do Ceará, desenvolveram um kit para facilitar a vida do usuário. Eles criaram um CD que ensinava passo a passo como proceder para acessar a internet. A aceitação do produto foi grande: os dois estudantes venderam a solução para nada menos que 100 provedores de acesso espalhados pelo país.

Mesmo com uma solução inovadora nas mãos e um mercado gigante a ser explorado, eles resolveram se desligar do negócio — para mudar de foco. Disseram para os clientes que não iriam mais fabricar a solução, mas que estavam disponíveis para fazer as atualizações necessárias. “Queríamos trabalhar com algo que realmente nos interessava, a segurança de redes”, explica Mendes. “Paixão é o ingrediente fundamental para qualquer negócio bem-sucedido.”

Para conseguir se diferenciar na área de segurança de redes, ficaram seis meses estudando o assunto. Conseguiram, mas provar que a solução realmente dava certo foi outro desafio. Eles começaram a atuar de maneira ousada: criaram uma ferramenta chamada Fast Analysis, que analisa o nível de segurança de cada empresa. Feito isso, a Proteus corrige as falhas e evita que os problemas voltem a acontecer. Lentamente, a empresa conseguiu seu espaço no mercado. Depois de conquistar os clientes cearenses, vieram para São Paulo, onde negociaram também com empresas paulistas, como Starmedia, Americanas.com, Natura e banco Pactual. No ano passado, chegaram à América. A Proteus já tem um escritório nos Estados Unidos. Agora, querem exportar a solução para o mundo inteiro.