Patrão mão-aberta

A empresa de consultoria Towers Perrin fez uma pesquisa com 225 empresas com operações no Brasil, ao longo do ano 2000, para descobrir as situações em que elas concedem empréstimos a seus funcionários.

Veja aqui se o seu pedido está entre os que costumam ser aprovados no RH:

  • 81% Emergências pessoais
  • 63% Despesas médicas
  • 39% Outras
  • 37% Aquisição da casa própria
  • 35% Reforma da casa
  • 29% Auxílio-educação

    Fonte: Towers Perrin/2000

    O patinho feio das aplicações

  • POUPANÇA

    Quando se fala em guardar dinheiro, os brasileiros mais conservadores ainda preferem confiar suas suadas economias à poupança. Mas a velha caderneta já não é tão popular. Apesar da simplicidade e da segurança — caso o banco quebre, o governo garante a devolução de até 20 000 reais –, comparada a outras aplicações a poupança perde terreno. Mas por que, afinal, a poupança é alvo de críticas? Primeiro, porque rende pouco. Quem aplicou 1 000 reais na caderneta no início de 1996, no fim de 2001 tinha 1 888 reais. Já o investidor que aplicou os mesmos 1 000 reais num fundo de renda fixa teria ficado com 2 413 reais. Uma diferença de 525 reais, ou 27,8%. A poupança rende a TR (taxa referencial) mais 0,5% ao mês. E, como a TR também serve de base para corrigir as prestações da casa própria, o índice é controlado. A intenção do governo, no entanto, é deixar de dar as cartas nesse mercado e, até o fim do ano, liberar o rendimento da caderneta. Depois que isso acontecer, aí sim, sua atratividade poderá voltar a crescer. Outro fator que depõe contra a poupança é que o rendimento só é pago se o dinheiro ficar aplicado o mês todo, enquanto um fundo de renda fixa permite que o investidor saque o dinheiro corrigido em qualquer dia. “Pior do que a rentabilidade é não poder resgatar o dinheiro a qualquer momento”, diz Márcia Dessen, consultora de finanças.

    HSBC:ações em alta

  • STOCK OPTIONS

    Há pouco mais de três anos, Carla Andréa Gava, gerente de relacionamento do private banking do HSBC, ficou extremamente satisfeita ao saber que havia recebido ações da empresa como prêmio pelo seu desempenho. Agora, satisfação de verdade, ela sentiu há cerca de um mês, quando pôde exercer a opção de compra dessas ações (que tiveram valorização de 35% no período) para amortizar a dívida do apartamento onde mora. “Eu passei a acompanhar as ações da empresa muito mais de perto, porque, afinal de contas, agora eu também tenho parte nisso”, afirma. Carla está entre os 2 600 funcionários do banco contemplados pelo share options, programa de ações do HSBC que recompensa os empregados com melhor desempenho. “O comprometimento das pessoas aumenta”, afirma Nelson Prochet, diretor de RH do HSBC. A carência terminou no mês de abril, e agora os funcionários estão avaliando se negociam as ações ou as seguram por mais tempo para aproveitar o potencial de valorização. “Desde que as vendi, as ações continuam subindo, prova de que é uma boa opção de investimento de longo prazo em moeda forte”, diz Luiz Simione, diretor de corporate banking.

    Além do share options, em 2000, o banco lançou outro programa para estimular a compra de suas ações: o share saving. Trata-se de uma poupança em libras. Todos os funcionários podem reservar entre 5 e 250 libras por mês (18 e 900 reais, respectivamente), que são enviadas a Londres. Depois de três anos, eles têm direito de comprar ações a um preço predeterminado com o valor que estiver acumulado nessa poupança e vendê-las ao preço que estiverem cotadas na ocasião. Se nesse período a ação não subir, o funcionário pode retirar o dinheiro, que terá a correção cambial mais os juros ingleses (por volta de 4% ao ano).