Os cargos em alta e em baixa na área de finanças e contabilidade

Estudo da consultoria Robert Half mostra que remuneração do analista contábil/fiscal sênior, por exemplo, pode chegar a 10 mil reais

Os profissionais de finanças tiveram um papel importante nos tempos difíceis: ajudar as companhias a enfrentar o momento desafiador — a ordem era, basicamente, a de corte de custos. Porém, com a retomada gradual da economia, começa a mudar o perfil das contratações.

“Nos últimos meses já foi possível notar a procura por pessoas voltadas para projetos e investimentos em áreas como relação com investidores e fusões e aquisições”, diz Danylo Hayakawa, gerente da Robert Half.

Mas o desafio dos recrutadores é encontrar gente qualificada. Uma pesquisa da consultoria com 100 diretores de finanças brasileiros aponta que 55% das empresas têm dificuldade para contratar — e o problema está não só nas competências técnicas, mas também nas comportamentais, como resiliência e flexibilidade.

Entre as áreas em alta, destaca-se ainda a de compliance, que cresce na onda da preocupação das empresas com escândalos de corrupção, com oportunidades para especialistas em controladoria, contabilidade e impostos, capazes de identificar desvios e fraudes.

“As companhias, cada vez mais, estão criando o departamento de compliance internamente, e buscam profissionais com experiência na área financeira que entendam de legislação e aumentem a confiabilidade das informações”, afirma Saulo Ferreira, gerente de recrutamento da Robert Half.

Um estudo da consultoria mostra os cargos de finanças e contabilidade com remuneração em alta e em baixa. Confira:

 (Reprodução/VOCÊ S/A)