O caminho entre os juniores e a gerência é longo na Promon

Mas a força do nome, a grandiosidade dos projetos e a ética da corporação atraem a moçada

São Paulo – Imagine a sensação de trabalhar na companhia responsável pelo projeto da Usina de Itaipu, fornecedora de 17% da energia elétrica usada no Brasil e 73% da utilizada pelo Paraguai. É com foco nessa grandiosidade e no orgulho da marca forte que engenheiros e profissionais de tecnologia da informação vão todos os dias trabalhar na Promon, em São Paulo.

A incessante busca de excelência e ética enche os olhos da galera. Tão grandes quanto os projetos são as expectativas dessa turma. “Eu queria trabalhar aqui e não passei no primeiro processo seletivo. Decidi insistir, liguei para o RH e perguntei o que estava faltando em mim”, diz um profissional.

Além dos bons salários, a organização oferece oportunidades no exterior na divisão de TI e de telecomunicações — a Logicalis. Também há bolsas de estudo que chegam a 100% do valor do curso e podem ser financiadas pela Fundação Promon.

O colaborador se candidata e a gerência decide se a atividade está de acordo com os objetivos da empresa. O caminho entre os juniores e a gerência é longo. Hoje, a galera entende que se trata de um caminho necessário.

“É um processo gradativo de aprendizagem, mas você cresce sólido”, diz um funcionário. A distância de idade entre os líderes e os mais velhos nem sempre é um elemento facilitador. “Às vezes, a gente tenta evitar uma burocracia ou pular uma etapa do processo e eles não deixam”, conta um jovem.

O cenário seria irreal se não houvesse descontentamento com a participação nos lucros. Ainda que os profissionais possam comprar ações da Promon, a distribuição dos lucros com base na avaliação de desempenho incomoda.

“A companhia faz uma curva forçada, em que acaba acontecendo uma espécie de distribuição em cotas, ou seja, mesmo que você tenha tido um ótimo desempenho, não é totalmente reconhecido”, reclama a moçada.