O call center é o celeiro de profissionais da Unimed Rio

Antes de começar a trabalhar, os novatos do call center passam 45 dias em treinamento e recebem informações completas sobre a empresa

Rio de Janeiro (RJ) – Líder do mercado de planos de saúde no Rio de Janeiro, a Unimed Rio nem pensa em parar de crescer. Até o final deste ano, irá inaugurar um novo hospital, o que implicará a contratação de mais de 1.200 empregados e a abertura de 400 novas vagas. Para quem já faz parte do time, a notícia é boa: a cooperativa tem como prática valorizar a prata da casa, e a expansão significa boas perspectivas de crescimento na carreira.

Para tornar esse processo ainda mais sólido e estruturado, a gerência-geral de RH iniciou no ano passado um ciclo de gestão de desempenho, com a revisão do modelo anterior e a distribuição de um manual que explica a nova metodologia e os detalhes do processo de avaliação, que passou a levar em conta competências e metas, feedback e o plano de desenvolvimento individual.

A mudança parece ter agradado principalmente aos funcionários que trabalham no call center, normalmente a porta de entrada dos jovens em seu primeiro emprego. É de lá que costumam sair novos talentos, disputados pelas demais áreas da empresa.

“Nosso call center é um celeiro de profissionais.  Eles passam 45 dias em treinamento antes de começar a operar e conhecem com detalhes toda a companhia. “É um clichê que deu certo”, diz Marcia Amorim, gerente-geral de RH.

Em 2011, a Unimed Rio promoveu 302 pessoas e movimentou 28 empregados por recrutamento interno. A cooperativa também investe em capacitação e todos precisam cumprir um banco de horas de treinamento definido previamente pelos gestores.

As aulas são ministradas em duas plataformas — e-learning e in company, como o Programa de Desenvolvimento de Gestores em Saúde, um curso de pós-graduação criado sob medida pela Universidade Gama Filho, que já está formando a sua quinta turma. A Unimed Rio oferece ainda bolsa para graduação aos funcionários que preencham os requisitos estipulados pela empresa. Hoje, 80 utilizam esse benefício. O auxílio não vale, porém, para aqueles que desejam fazer pós-graduação ou mestrado. 

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
O funcionário é incentivado a crescer na carreira ao receber suporte por meio de ferramentas como coaching e análise de seu perfil comportamental. O valor de alguns benefícios, como o vale-refeição, está desatualizado. E a ala feminina, maioria na empresa, sugere licença-maternidade de seis meses.