Nestlé, Vivo e outras empresas lançam programa de estágio compartilhado

Selecionados vão trabalhar por dois anos, completando ciclos de oito meses em três companhias diferentes

Sede da Nestlé Nestlé lidera conjunto de empresas que oferecem programa de estágio compartilhado

Nestlé lidera conjunto de empresas que oferecem programa de estágio compartilhado (Nestlé/Bloomberg)

São Paulo – Nos programas de estágio de grandes empresas, é comum que o estagiário participe do chamado job rotation: quando passa por diferentes setores dentro da organização para obter experiência e entender com qual área tem mais afinidade. Mas e se essa rotação pudesse ser feita em companhias diferentes?

Essa é a proposta da Aliança pelo Jovem, uma associação de 24 empresas que tem como objetivo aumentar a empregabilidade dos jovens no Brasil. Idealizada pela Nestlé e lançada em 2017, a iniciativa inclui empresas como Google, Braskem e Sodexo.

O Programa de Estágio Aliança pelo Jovem 2019 terá seis empresas participantes em sua edição inicial: Nestlé, Vivo, Klabin, CSN, EDP e CIEE. “A ideia é que os estagiários tenham exposição a realidades diferentes”, diz Marco Custódio, vice-presidente de recursos humanos da Nestlé. “Trabalhar por um período na indústria de alimentos e, logo depois, ir para a Telefônica, por exemplo, que é uma empresa de serviços.”

Doze candidatos serão selecionados para o programa. Em dupla, eles passam por três das seis empresas participantes em ciclos de oito meses, totalizando dois anos. As companhias são definidas pela Aliança e as áreas de atuação são pré-determinadas pelas organizações. “Não se trata de um cardápio, onde o jovem pode simplesmente escolher onde trabalhar”, diz Custódio.

Também compartilhado entre as empresas, o processo seletivo busca candidatos de perfil generalista, que possam ser moldados às necessidades das organizações pelas quais passarão. São aceitos alunos de administração de empresas, ciências econômicas e engenharias. As inscrições estão abertas até 7 de junho, pelo site do CIEE.

Ao fim do programa, os participantes podem ser contratados por qualquer empresa. Além disso, podem optar por deixar currículo em um banco compartilhado de talentos.

A ação ocorre em um momento em que as grandes empresas focam em novas maneiras de atrair e reter talentos, frente ao fortalecimento de concorrentes, como as startups, ou à tendências, como o empreendedorismo. “Essa iniciativa reforça tudo que temos feito para nos aproximar ainda mais dos jovens universitários, que estão em desenvolvimento para o mercado de trabalho”, diz Niva Ribeiro, vice-presidente de pessoas da Vivo. “Queremos atrair essas gerações futuras.”