Na Samarco, os veteranos se tornam padrinhos dos novatos

São eles que facilitam a assimilação de normas, procedimentos operacionais e cultura de segurança

Anchieta (ES) – No pequeno município de Anchieta (ES), distante apenas 82 quilômetros da capital, Vitória, não se fala em outra coisa. Toda a atenção dos 23 900 habitantes está voltada para a construção da quarta usina de pelotização na unidade de Ubu da mineradora Samarco.

Os investimentos, na ordem de 5 bilhões de reais, pretendem aumentar a capacidade da produção de minério de ferro de 22,2 milhões de toneladas para 30,5 milhões — um crescimento de 37%. Diante do novo desafio, a área de gestão de pessoas trabalha dobrado. “Devemos contratar 600 empregados em 2013, quando a usina começar a operar”, diz Benedito Pinto, gerente-geral de recursos humanos.

De acordo com o executivo, o maior desafio será manter a identidade da empresa e o orgulho de pertencimento que os profissionais têm em relação a ela. Para apoiar esse crescimento de forma sustentável, o RH tem investido na liderança, na formação e na qualificação da mão de obra, inclusive das empreiteiras, e na transferência de conhecimento.

Em 2011, criou o projeto Saber Samarco, um processo de educação corporativa constituído por cinco temas: liderança, identidade, excelência, tecnologia e sustentabilidade. “Nosso objetivo é transformar os desafios do negócio em soluções educacionais, tomando como base os valores e as competências da Samarco”, diz Benedito.

Para preparar os novatos, a companhia investiu no Programa Padrinhos, pelo qual um funcionário mais antigo faz o acompanhamento temporário dos recém-admitidos ou transferidos para facilitar a assimilação de normas, procedimentos operacionais e cultura de segurança.

Nos últimos dois anos, 400 pessoas passaram pelo processo. Os novos líderes recebem atenção especial por meio de outro programa — o Conectando Pessoas e Resultados, que soma mais de 100 horas de treinamentos externos e internos. A Samarco também criou um Comitê de Sucessão, para facilitar a identificação de sucessores e agilizar a substituição dos cargos de maior importância para a empresa. 

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
O Programa de Retenção paga 1,7 salário extra a cada dois anos para os profissionais que permanecem na empresa por esse período. Funcionários apontam desigualdade na ascensão da carreira entre os profissionais do nível operacional e técnico. Esses últimos ficam mais tempo estacionados.