Na Kimberly-Clark, inglês fluente não é mais pré-requisito

Informalidade, oportunidade e aprendizado atraem e retêm profissionais promissores

São Paulo – Mais de 30% do quadro de funcionários da Kimberly-Clark, fabricante de produtos de higiene, é formado por jovens. Por isso, o ambiente é descontraído e há troca constante de experiências. “As pessoas me ouvem. Fico motivado”, declara um deles. Tanto é que há um programa formal idealizado exclusivamente para ouvir as sugestões dos colaboradores.

No Caçadores de Oportunidades, o autor das iniciativas que proporcionam economia para a companhia pode ganhar um carro e participação de 5% no lucro gerado com a proposta (com limite de 5 000 reais). As possibilidades de crescimento têm como base a meritocracia. As avaliações de desempenho e feedback formais, realizados pelo menos duas vezes ao ano, norteiam as promoções e o plano de desenvolvimento individual (PDI).

Ainda dentro desse plano, há aproximadamente 150 vagas para aulas de idiomas in company com ajuda de custo de 80%, e são elegíveis profissionais com um ano de empresa e boa avaliação de desempenho. Apesar de oferecer oportunidades internacionais, inglês fluente não é mais pré-requisito para contratação dos estagiários, que recebem bolsas integrais já ao entrarem.

“Perdíamos muitos talentos devido à falta do idioma.Passamos a contratar o jovem que atende outros requisitos e oferecer bolsas para formá-lo”, conta Maria Lúcia Ginde, diretora de recursos humanos. Quem tem mais de dois anos de casa, não concluiu curso superior e tem boas avaliações também pode concorrer a uma bolsa de estudo — a ajuda de custo varia de 40% a 80% da mensalidade.

O horário flexível é um diferencial. É possível optar pelo expediente das 8h às 17h ou das 9h às 18h e, nos dias de rodízio, das 7h às 16h. Fazer home office uma vez por semana é um sonho possível para quem tem infraestrutura adequada em casa. “Evitar o trânsito para mim é um presente. Ganho, pelo menos, duas horas por dia”, comemora um jovem.