A Cielo paga 60% dos cursos de graduação

A carga de trabalho na empresa é frenética, mas há várias compensações para os jovens

Barueri –  Quem trabalha no setor financeiro tem probabilidade maior de crescer na carreira de forma mais rápida em relação a outros setores da economia. O preço disso pode ser o intenso estresse e as pressões diárias, às quais as pessoas são submetidas para atingir as metas e manter sua empresa competitiva num mercado tão agressivo. Mas nada disso tem preocupado os jovens profissionais da Cielo, especializada em soluções de meios de pagamento eletrônico.

Pelo contrário. Eles gostam de trabalhar nessa organização em que os desafios, na verdade, são a rotina. “Somos bastante exigidos no dia a dia. Em contrapartida, a empresa oferece um programa muito bacana de desenvolvimento e capacitação formal e comportamental para todos nós”, diz um funcionário.

Os empregados também gostam do incentivo financeiro para os estudos. Há bolsas que subsidiam 60% do valor dos cursos de graduação, de pós-graduação e de idiomas, e a Cielo cobre 100% do valor no caso dos cursos técnicos. Claro que o benefício está atrelado ao desempenho dos profissionais. 

Para acompanhar o desenvolvimento dos profissionais, é realizada a avaliação formal de desempenho. Trata-se de um instrumento de feedback que ajuda as pessoas a saber como estão indo no trabalho, quais rumos a carreira pode tomar e auxilia na correção de eventuais desvios de percurso.

Com isso, de modo geral, cada um discute seu plano de carreira e as metas com o gestor direto. Os gerentes e os diretores da Cielo cultivam a política de portas abertas, que influencia positivamente no ambiente corporativo e na agilidade na hora de tomar decisão. 

Para quem inicia carreira na organização, as perspectivas de crescimento são boas. “As promoções são feitas às claras e as demissões também”, afirma um funcionário. A carga horária é puxada — trabalho é o que não falta por lá.

Contudo, quando o assunto é qualidade de vida, os jovens dividem as opiniões. Há quem defenda a posição de que, sim, a carreira é prioridade de vida e por isso não se importa muito neste momento com o lazer ou com a convivêcia familiar.

De outro lado está a turma para a qual a carga horária e o volume de trabalho poderiam ser mais equilibrados. Na verdade, o ritmo mais frenético começou a ser implantado desde que a companhia deixou de se chamar Visanet Brasil e foi rebatizada de Cielo. Como acionistas da antiga marca estavam, inicialmente, as instituições Visa Internacional, Bradesco, Banco do Brasil, Banco Real (hoje Grupo Santander) e o extinto Banco Nacional.

“A cultura organizacional do Banco do Brasil era predominante e só representávamos a bandeira Visa, por isso nosso dia a dia e nossa atuação no mercado eram bem mais fáceis”, afirma um profissional.

Agora que a Cielo e as demais empresas do ramo foram liberadas para comercializar as maquininhas de várias bandeiras, os negócios ficaram, de fato, muito mais competitivos, o que fez com que o pessoal da empresa tivesse de sair duma certa zona de conforto.

Mas isso não foi problema para quem estava esperando um impulso maior na carreira e estava aberto a ampliar seu foco no mercado e na própria trajetória profissional.