Livros que valem a pena (ou não) devorar

Entrevista com o autor

Você já pensou em se tornar um headhunter e passar de caça a caçador de talentos no mercado? A pergunta pode parecer inusitada, mas deve ser levada a sério. Essa é uma das carreiras que mais crescem no mercado atualmente. “As empresas querem sempre mais qualidade em seus recursos humanos, e por isso necessitam de alguém que consiga identificar bem novos talentos”, diz o headhunter Alfredo Assumpção, da Financial Executive Search Associates (Fesa), a primeira empresa fundada no Brasil especializada em recrutamento e seleção de executivos para o setor financeiro. Assumpção está lançando o livro Caçando Executivos Financeiros — A Floresta Bancária e Seus Players (Negócio Editora, 320 páginas, 41 reais), resultado de uma pesquisa de dez anos.

O que é preciso para uma pessoa virar um headhunter?

Ela não pode conhecer apenas recursos humanos. O headhunter deve ser um businessman, ter visão estratégica dos negócios, conhecimento de economia, finanças e política. Quando um cliente procura o trabalho desse profissional, ele quer saber também o que está acontecendo no mercado, e você precisa ter uma cultura geral muito grande para dar esse feedback.

Vale a pena apostar na carreira?
Sem dúvida. A atividade vem crescendo sem parar desde a década de 50. É ingenuidade acreditar que o departamento de recrutamento e seleção de uma empresa possa resolver todos os problemas. Quando há uma mudança de estratégia mercadológica, ele se torna imediatamente obsoleto. O headhunter já conhece o processo, pois participou de projetos semelhantes em várias outras empresas.

Qual a diferença entre caçar um executivo financeiro e outros profissionais?
O setor financeiro é muito volátil e muda o tempo todo. Caçar um executivo para essa área é mais difícil porque você busca alguém para atuar no nascedouro de uma estratégia mercadológica. Queremos pessoas que possam dar resultados quase imediatos.