Já considerou trabalhar em Dubai?

Conheça os prós e contras de trabalhar em uma das cidades mais luxuosas do mundo

São Paulo – Segurança, modernidade e luxo. Se estes elementos são imprescindíveis para elevar sua qualidade de vida, talvez considerar um emprego em Dubai, no Emirados Árabes, seja uma boa alternativa. A cidade, que leva o mesmo nome do emirado, tem diversas oportunidades de emprego e adora colocar estrangeiros no batente.

Além da qualidade de vida, os salários pagos são mais altos dos que no Brasil, por exemplo. O melhor de tudo; não possuem impostos em Dubai. É um paraíso fiscal. Logo, tudo que você ganha vai para o seu bolso. A maioria das empresas paga em dólar, que é aceito na maioria dos lugares e não tem flutuação. Um dólar sempre vale 3,65 dirhans, a moeda local.

A falta de impostos traz aspectos positivos também para os empregadores, que acabam migrando centrais inteiras para lá. A IBM acaba de estabelecer sua central de operações da África e Oriente Médio lá. HP, Oracle, Nestlé, Dell, Siemens e até a nacional BrasilFoods são algumas das várias empresas que abriram escritórios operacionais na cidade. E, como a maioria é recente, a busca por mão de obra é constante.

Se você não está em Dubai, alguns sites de emprego, como o Jobsindubai.net e o Go-jobs.com, podem ajudá-lo a encontrar vagas, de todos os níveis de instrução. O primeiro, por exemplo, tem uma sessão de empregos para início imediato. Lá, encontra-se trabalhos para coisas básica e braçais, como eletricista, até vagas administrativas, como gerentes de marketing. Oracle e Citibank são as mais destacadas empresas que utilizam os serviços da Jobsindubai.net.

A consultoria de recrutamento Michael Page também atua no emirado e possui pouco mais de 250 vagas em abertos. A empresa contrata funcionários para multinacionais como Nokia e outras grandes empresas do oriente, como a Dubai Holding.


Assim como existe um número elevado de vagas, a concorrência é grande. Muitos imigrantes, principalmente indianos e paquistaneses, costumam brigar por empregos no emirado. “Gente do mundo inteiro quer vir para cá, então tudo fica bem competitivo. Mas, por outro lado, você pode trabalhar com pessoas de várias culturas, o que enriquece muito a experiência”, afirmou Kételyn Jesus, que mora em Dubai há cinco meses.

Aspectos negativos

Nem tudo que brilha é ouro (embora quase tudo em Dubai seja realmente ouro), portanto existem alguns problemas para morar na cidade, como a língua e o custo de vida. O inglês é imprescindível. Como a maioria da população é estrangeira, todos se comunicam na língua de Shakespeare.

A moradia também não é barata. “Um apartamento de dois quartos custa entre 2,000 e 3,000 dólares por mês. Porém, todo o resto é mais barato: restaurantes, passeios, gasolina. Então, sabendo controlar, quem tá acostumado com o ‘roubo’ dos preços em São Paulo se vira muito bem”, contou Kételyn.

Outro fator negativo é, como não existem taxas para pagar para o governo, os serviços públicos básicos inexistem. SUS, FGTS, aposentadoria e seguro desemprego são apenas uma história distante em Dubai. Lá, o liberalismo prevalece: tudo privatizado.

Burocracia

Para entrar em Dubai, é preciso ter um patrocinador local. Esta pessoa, física ou jurídica, vai solicitar um visto de permanência no país. No caso de quem vai a trabalho, o próprio empregador já providencia os documentos necessários para não haver problemas com a polícia federal do emirado.