Inovação estratégica

Muitas boas idéias que geraram ótimos lucros nas empresas nasceram porque alguém resolveu quebrar regras “imutáveis” no conceito do negócio. “Foram pessoas que criaram novos benefícios relevantes para alguém”, diz o consultor Kip Garland, da Seed Innovation. “Para ser inovador, é preciso mudar os objetivos.” Exercitar uma maneira diferente de pensar é uma boa forma de chegar à inovação. Veja alguns atalhos:

  • Mudar o QUÊ: É fundamental encontrar o benefício real do negócio. A companhia japonesa NTT DoCoMo lucrou uma enormidade ao descobrir que por trás do serviço de telefone celular está a vontade de se comunicar. Apostou nisso quando inventou o i-mode, um serviço que permite acesso à internet pelo celular. Criou um mercado de 24 milhões de assinantes, na maioria adolescentes.
  • Mudar o QUEM: Preste atenção em possíveis clientes ocultos. Enquanto todas as operadoras de celular focavam o mercado de homens de negócios e donas de casa para expandir a venda do serviço de celulares, a NTT DoCoMo percebeu que os adolescentes com um celular conectado à internet na mão fariam uma revolução.
  • Mudar o COMO: Conhecer bem os benefícios gerados pelo negócio é um bom ponto de partida para gerar novos benefícios. No lugar de apenas oferecer o serviço de voz, a NTT DoCoMo também colocou seus clientes em contato pelo teclado. Eles continuaram se comunicando, mas de outra forma.

    MANEIRAS DE QUEBRAR AS REGRAS

    1- Tente desmanchar na sua cabeça as ortodoxias da indústria
    2- Olhe para as descontinuidades
    3- Conheça profundamente as competências-chave do negócio
    4- Procure diferentes tipos de motor econômico


    Havaianas A empresa projetou as vendas no mundo inteiro depois que associou os chinelos à cultura brasileira. Hoje, cada par chega a custar 20 dólares no exterior.
    ANTES
    Quem: Consumidores das classes C, D e E.
    O quê: Produto funcional e barato.
    Como: Sandálias de borracha baratas e de qualidade.
    DEPOIS
    Quem: Consumidores das classes A e B e exportações.
    O quê: Sonho das férias.
    Como: Sandálias de borracha com design fashion e bandeira do Brasil.

    Banco Bradesco Em 1999, o banco começou a oferecer serviços de provedor de internet, gratuitos, para aumentar a base de clientes. Hoje, é o terceiro maior banco do mundo em transações online, mais baratas do que na agência ou por telefone.
    ANTES
    Quem: Consumidores das classes A e B.
    O quê: Serviços financeiros sofisticados.
    Como: Maior número de opções de serviços.
    DEPOIS
    Quem: Consumidores das classes C, D e E.
    O quê: Serviços simples e convenientes.
    Como: Baixo número de opções relevantes para o cliente.

    Vitech Entre 1995 e 1997 a empresa se tornou a segunda maior fabricante de computadores no país, com vendas de porta em porta e financiamentos de até três anos, pagos semanalmente.
    ANTES
    Quem: Classes A e B.
    O quê: Produto funcional.
    Como: Lojas em shoppings, parcelamento mensal, produtos de última linha.
    DEPOIS
    Quem: Classes C e D.
    O quê: Sonho de inserção no mercado.
    Como: Venda porta a porta, pagamento semanal, produto simples.