Estes 5 cursos superiores são os que mais abrem portas para emprego

Especialistas do mercado de trabalho indicam quais são os cursos superiores mais versáteis

Sem dúvida, algumas formações oferecem maior leque de possibilidades de atuação para seus graduandos. Esses cursos “versáteis” promovem aprendizado e desenvolvimento de competências requisitadas nos mais diversos ramos, enquanto os outros focam em conhecimentos específicos para seu campo.

O Na Prática conversou com três empresas sobre o assunto: a Getnet, companhia de soluções eletrônicas para pagamentos, a consultoria estratégica BCG (Boston Consulting Group) e a Resultados Digitais (RD), que oferece serviços de marketing digital.

Por mais que algumas formações sejam mais multivalentes do que outras, elas não definem as condições profissionais e muito menos as carreiras a se seguir – algo em que os representantes das três organizações concordam.

Ainda mais em um cenário em que as relações de trabalho se transformam constantemente e novas opções surgem com as mudanças rápidas da era da tecnologia, a graduação se mantém como apenas um de muitos aspectos que impactam a vida profissional.

No entanto, a versatilidade pode ser um critério a ser ponderado, principalmente pelos que estão em fase de decisão. Confira os cursos que os especialistas das três companhias consideram “versáteis”.

Os cursos versáteis, segundo os especialistas

 

Lista de cursos versáteis

As três empresas apontam Administração de Empresas e Engenharia como exemplos de cursos versáteis. Para Camila Carvalho, ​Talent Recruiter e Eric Garcia, Talent Recruiter Intern da RD, a versatilidade se dá porque são estudantes que recebem base forte e, ao mesmo tempo, abrangente, na universidade. O que faz com que consigam “facilmente adaptar sua visão global e capacidade de raciocínio para diferentes realidades”.

Boa base e a perspectiva ampla também são motivos que a diretora de Recursos Humanos Meire Pinheiro e Nanci Bertani, Recruiting Coordinator, do BCG, indicam para considerarem Administração uma formação que oferece muitas possibilidades.

Os cursos de Engenharia, por sua vez, têm seu apelo ligado ao desenvolvimento de habilidades que são prestigiadas no mundo dos negócios, como a capacidade de lidar com números, cálculos e resolução de problemas, explicam as especialistas da consultoria.

Marcello Zappia, vice-presidente de Gente & Gestão da Getnet, aponta especificamente a Engenharia de Produção e acrescenta Economia – formações que, junto com capacitações específicas, podem promover a atuação em áreas distintas.

Ainda segundo Meire e Nanci da consultoria estratégica – ramo de empresas que costumam ter em seu quadro profissionais com backgrounds bem distintos – os cursos em Tecnologia também oferece grande leque de possibilidade. Isso porque hoje todas as médias e grandes empresas de todos os ramos de atuação precisam de profissionais gabaritados “seja para contribuições internas ou para oferecer serviços aos seus clientes”.

O avanço da tecnologia também faz com que Estatística seja um curso que ganha “cada vez mais notoriedade”, segundo as especialistas do BCG. Com a “consequente capacidade das indústrias e empresas produzirem inúmeros bancos de dados sobre suas atividades, se faz cada vez mais necessário contar com o profissional que irá organizar, analisar e interpretar esses dados”, explicam.

Flexibilizando as contratações

“Na faculdade, vocês aprendem a aprender”, diz Marcello. A primeira vez em que ouviu a frase estava em uma reunião entre professores e alunos de sua turma do curso de Engenharia Metalúrgica. Para ele, mesmo uma graduação específica ensina a importância de absorver conteúdos novos e, principalmente, ensina “a se virar”. “Este ponto é fundamental para que os executivos tenham sucesso hoje, nas empresas”, completa.

Atualmente muitas companhias dão menos valor para o curso e mais para o que os talentos têm a oferecer. É o caso da RD que, com seu processo seletivo, abrange todas as formações.

“Não temos a cultura de priorizar exatamente um curso ou outro para a grande maioria das nossas oportunidades, e tampouco desclassificar pessoas devido ao curso”, explicam os recrutadores da RD.

O próprio Eric, um dos RDoers – apelido dos funcionários da RD – que conversou com o Na Prática, é um exemplo disso. Estudante de Relações Internacionais, faz estágio na área de Gestão de Talentos. Ele não é único: a organização conta com com engenheiros e jornalistas nessa área, além de um farmacêutico em Customer Success e engenheiros de alimentos no setor de Projetos e Eventos.

No BCG, uma das maiores consultorias estratégicas do mundo, também não restrição ou preferência por formação acadêmica, conta Nanci. “Acreditamos que um ambiente multidisciplinar fomenta a criatividade e inovações cada vez mais disruptivas para nossos clientes”, explica ela.

Em seu pool de consultores, a empresa conta com profissionais de áreas como Engenharia, Medicina e Medicina Veterinária, Biologia, Geografia, Administração, Economia, Direito, Publicidade, Matemática, Relações Internacionais e Física.

  • este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar