Engenharia aeroespacial é estratégica para o país

São Paulo – No último dia 9 de fevereiro, o primeiro satélite brasileiro completou 18 anos de operação. Durante as 94.994 voltas que o equipamento deu ao redor da Terra para monitorar as bacias hidrográficas e as mudanças climáticas, o setor aeroespacial sofreu uma revolução no Brasil, entre outros fatores, graças ao crescimento da indústria de telecomunicações.

Nesse cenário, três universidades lançaram cursos de engenharia aeroespacial nos últimos três anos. A primeira delas, a Universidade Federal do ABC (UFABC), deve formar sua primeira turma de alunos do curso já em setembro deste ano, segundo André Fenili, coordenador do curso.

Para esses recém chegados ao mercado, no entanto, a carreira não estará restrita apenas aos assuntos do espaço. Elaborados numa base multidisciplinar, os cursos oferecidos também no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e na Universidade Federal de Minas Gerais focam em conceitos ligados ao ramo aeronáutico e espacial, com ênfase em foguetes e satélites. Dessa forma, é possível atuar nos dois setores.

Mas não é só isso. “A formação habilita o profissional a atuar em qualquer sistema e subsistema”, afirma Fenili, da UFABC. Por isso, é possível encontrar emprego nos setores automobilístico, de informática e eletrônico.

“A expansão da indústria aérea e de comunicações torna a engenharia aeroespacial estratégica para o país”, diz o coordenador. “O Brasil sempre foi dependente de outros países nessa área, precisamos preencher essa massa crítica”.

De acordo com o especialista, em média, o salário de um engenheiro aeroespacial gira em torno de 10 mil reais.