Dry Wash

Lito Rodriguez, 34 anos, publicitário

Você já pensou em lavar um carro sem usar água? Pois é exatamente isso que a DryWash faz. Lito Rodriguez, fundador da empresa, não foi apenas inovador. O mérito desse paulistano que começou a trabalhar aos 18 anos foi provar que seus produtos funcionavam. Em 1994, depois de muita persistência e com a ajuda de uma batedeira velha emprestada da mãe, ele descobriu a fórmula mágica da DryWash: mistura química que lava, impermeabiliza e dá brilho em carros sem usar água. Em 1997, começou a vender seus produtos no varejo, mas desde 1994 já testava um lava-rápido que só usava sua invenção. Naquele momento, Lito ainda não tinha credibilidade, mas foi aí que a sorte bateu à sua porta. Uma reportagem publicada na revista Quatro Rodas, sem que Lito soubesse, testava e confirmava a eficiência do sistema. Com esse empurrão, em 1998 a empresa saiu do varejo para virar uma franqueadora de lava-rápidos. Hoje, a rede conta com quase 120 franquias em 17 estados brasileiros, lava 70 000 carros por mês e faturou 17 milhões de reais no ano passado.

Os números poderiam ser maiores, não fosse o perfeccionismo de Lito. “Poderia ter chegado facilmente a 2 000 franqueados, mas minha idéia é que o patrimônio do cliente receba o mesmo tratamento em cada unidade existente no país.” Na DryWash, a responsabilidade com os clientes e com o meio ambiente está sempre em primeiro lugar. Além de não gastar uma gota de água contra 580 litros gastos numa lavagem tradicional, o sistema não usa materiais tóxicos. Mais um detalhe: enquanto os tradicionais consomem entre 1 800 a 2 000 kVA de energia por mês, uma unidade da DryWash gasta de 8 a 10. Lito pagou um preço alto por tudo isso. Até o ano 2000, trabalhava 16 horas por dia, sete dias por semana. “Nos seis primeiros anos do empreendimento, não vi meus amigos e deixei de ver meus filhos crescerem”, diz. “Hoje trabalho menos para estar mais perto deles.” Lito se orgulha muito da equipe que formou, e não deixa de citá-la como parte importante de sua conquista. Não há dúvida de que eles ainda vão ter muito trabalho pela frente.