Em meio a crises, foi assim que a Braskem cuidou do clima interno

Após a Operação Lava Jato e a venda da empresa, a Braskem conseguiu entrar para a lista de Melhores Empresas para Começar a Carreira em 2018

Este texto faz parte do anuário VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Começar a Carreira 2018, publicado em dezembro de 2018 (ed. 247), com informações levantadas entre os meses de junho e setembro do ano passado.

São Paulo – O clima interno na Braskem tinha tudo para estar ruim. Nos últimos anos, a companhia foi implicada na Operação Lava-Jato, fechou um acordo de leniência com o governo, viu o então presidente de sua controladora, a Organização Odebrecht, ser preso e foi colocada à venda.

Mas, apesar dos perrengues, a vida segue — e melhor — na fabricante de biopolímeros e resinas termoplásticas. Grande parte desse mérito se deve à área de gestão de pessoas, comandada por Marcelo Arantes.

Para dar uma ideia do trabalho feito pelo RH, os empregados da petroquímica foram avisados com antecedência sobre a possível compra da Braskem, dando tranquilidade para cada um focar suas tarefas.

“A empresa ficou transparente depois da Lava-Jato, passou a se comunicar melhor com as pessoas”, diz um funcionário.

O RH também adotou uma nova marca empregadora, criada após um estudo sobre as mudanças na sociedade e, principalmente, de olho nas demandas dos jovens.

Saiu daí o mote “Venha de você”, que libera as vestimentas (permite, inclusive, o uso de bermuda) e pretende incentivar as diversidades em geral. A área de RH, por exemplo, preparou os detalhes para receber transgêneros, apesar de ainda não ter nenhum empregado trans. braskem.com.br


PONTOS POSITIVOS

Os jovens elogiam a liberdade de falar com o líder, fazer seu trabalho, participar de projetos, sugerir melhorias e flexibilizar o expediente (nos escritórios). O programa de trainee é restrito aos estagiários.


PONTOS A MELHORAR

Falta criar um programa de expatriação para funcionários da produção e melhorar a comunicação sobre as unidades no exterior. Para os gestores, o crescimento na carreira não atende à ansiedade dos jovens.

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