Conhece o Veduca, site com 4.800 aulas gratuitas?

O engenheiro Carlos Souza pediu demissão para bater à porta de investidores, que se negaram a colocar dinheiro em sua ideia. Ele criou a empresa com o apoio de amigos

São Paulo – Formado em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o capixaba Carlos Souza, de 36 anos, trabalhou por oito anos como gerente sênior de marketing na P&G, onde era responsável por grandes marcas, como Gillette, Pampers, Ace, entre outras.

Apesar da carreira promissora, Carlos sempre teve a ambição de ser empreendedor. Em 2011, começou a colocar o sonho em prática. Pediu demissão em fevereiro e deu início a um período de pesquisas nos Estados Unidos para identificar uma oportunidade.

“Eu não sabia exatamente o que ia fazer. Por isso, pesquisei. Li muito, conheci diferentes modelos de negócios, conversei com vários empreendedores, até encontrar algo que me interessasse.”

Em setembro do mesmo ano, quando voltou ao Brasil, foi procurado pela P&G para voltar ao trabalho. Carlos recusou a oferta, pois já havia definido que iria investir em um negócio de educação a distância. Assim nasceu o Portal Veduca, um site que hoje oferece gratuitamente 4.800 videoaulas de 11 universidades renomadas dos Estados Unidos e da Austrália. 

A receita da empresa vem da publicidade veiculada no site, segundo Carlos. O Veduca foi fundado por ele e três sócios — André Tachian, Eduardo Zancul e Marcelo Mejlachowicz —, que juntos investiram 150.000 reais no projeto. O site foi lançado oficialmente em março deste ano e recentemente recebeu aporte financeiro de um fundo de investimento estrangeiro.

Carlos não divulga o valor nem qual foi o fundo. Desde então, o site já contabiliza meio milhão de visitantes e 3 milhões de page views. “Acho importante os quatro sócios terem características bem complementares. Eu tenho a visão do marketing. O André é um gênio da informática. O Eduardo tem uma carreira acadêmica forte e é professor titular na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. E o Marcelo tem grande experiência em finanças”, diz Carlos.

O engenheiro conta que ele e os sócios bateram à porta de alguns investidores antes de decidir utilizar o capital próprio, mas receberam “não”. “Hoje vejo que o melhor é colocar o projeto em funcionamento e começar a gerar resultados antes de procurar um investidor. Depois que começamos, foi mais fácil conseguir a grana”, diz Carlos.