Citigroup vai contratar 2.500 programadores em 2020

O Grupo de Clientes Institucionais do banco quer contratar programadores em diversas unidades, como em Nova York e Chennai, na Índia

O Citigroup quer contratar 2,5 mil programadores este ano para a unidade de traders e banqueiros de investimento. Com a transformação dos negócios pela tecnologia, o banco agora aumenta o foco em codificadores e cientistas de dados.

Cerca de 75% das ordens de negociação da empresa no ano passado foram eletrônicas, segundo Stuart Riley, chefe global de operações e tecnologia do Grupo de Clientes Institucionais do banco. O braço ICG (na sigla em inglês) quer contratar programadores em diversas unidades, como em Nova York e Chennai, na Índia.

As contratações refletem “o que estamos construindo em tecnologia e por que estamos focados em tornar vendedores e traders mais eficazes no atendimento a nossos clientes”, disse Riley em entrevista no escritório do Citigroup em Canary Wharf, em Londres. “A tecnologia amplia o que os humanos fazem com o melhor uso dos dados.”

Bancos globais têm investido bilhões em uma corrida para aplicar tecnologias que tornem as equipes de front office mais eficientes e mantenham os clientes negociando. Goldman Sachs e JPMorgan Chase também estão entre os bancos que aumentam as contratações diante da transformação dos pregões de Wall Street por especialistas em computação.

O JPMorgan investe US$ 11 bilhões em tecnologia todos os anos, enquanto o Citigroup, com sede em Nova York, tem orçamento de cerca de US$ 8,5 bilhões, ou cerca de 20% do total de despesas. O Bank of America disse que gasta aproximadamente US$ 10 bilhões em tecnologia, com cerca de US$ 3 bilhões desse total direcionados para novos projetos.

O Citigroup começou a colher os benefícios desses investimentos nos últimos anos. Segundo o banco, a iniciativa deve ajudar a economizar US$ 600 milhões em 2020. O banco, que já possui 23 mil especialistas em tecnologia na divisão ICG globalmente, disse que as contratações acontecerão em Londres, Nova York, Tampa (Flórida), Xangai, Toronto, Dublin, Tel Aviv, Pune e Chennai, na Índia.

 (Gráfico/Bloomberg)