CEO do Goldman Sachs recebe maior remuneração de Wall Street

Lloyd Blankfein vai ganhar 54 milhões de dólares pelo trabalho em 2006

                                     O Goldman Sachs pagará a seu CEO e chairman, Lloyd Blankfein, cerca de 54 milhões de dólares em 2006, um recorde para chefes de Wall Street, de acordo com o americano Wall Street Journal. À frente da companhia desde junho de 2006, depois que Henry Paulson se tornou secretário do Tesouro americano, Blankfein viu sua remuneração quase dobrar em relação aos 38 milhões de dólares que ganhou no ano passado como presidente de operações.

O pagamento com que o CEO será agraciado é reflexo da boa performance que o Goldman Sachs teve neste ano, superior ao das rivais de Wall Street – a companhia fez o lucro crescer 70%, para 9,54 bilhões de dólares, e suas ações se valorizaram em 59%. Mas o valor alto recebido por Blankfein também é fruto de uma inflação no pacote de remuneração dos CEOs de Wall Street. Eles têm recebido, em média, entre 30 e 40 milhões de dólares, aproveitando a alta no mercado de ações e um boom nas compras feitas por empresas de private equity.

Aos 52 anos, Blankfein começou a carreira como advogado tributarista antes de se tornar chefe da divisão de renda fixa, câmbio e commodities do Goldman, em 1998. O salário total que ele vai receber pelo trabalho em 2006 é composto por um bônus de 27,3 milhões de dólares, ações no valor de 15,7 milhões de dólares e opções de papéis que valem 10,5 milhões de dólares, de acordo com uma divulgação do próprio Goldman, além de um salário de 600 mil dólares.

John Mack, do Morgan Stanley, único CEO que também já declarou sua remuneração no ano, revelou na semana passada que receberá um total de 41 milhões pelo trabalho em 2006.