Boas festas!

Para não cometer gafe na festa de fim de ano, quais os critérios que devemos usar ao escolher o presente do amigo secreto (ou oculto)?

Evite presentes caros, que demonstrem intimidade ou algo muito pessoal, como perfume ou maquiagem. Livros, cds e bebidas alcoólicas — como uísque, licor e vinho — em geral agradam. Para não errar, tenha sempre em mente que é preciso descobrir o gosto da pessoa a quem se destina a lembrança.

A partir de quando é preciso enviar cartões de Natal?
A partir do dia 1O de dezembro. É a melhor maneira de sermos pontuais e de evitarmos imprevistos de última hora. E é preciso responder a todos até a primeira quinzena do novo ano, no máximo. E nada de “agradeço e retribuo os votos recebidos”. Opte por algo menos impessoal.

É deselegante enviar votos de boas-festas por telegrama?
Sim. Telegramas não são indicados nem para cumprimentar nem para agradecer. São, digamos, muito comerciais.

É preciso escrever algo no cartão de Natal ou basta assiná-lo antes de enviar?
Além da assinatura, é preciso personalizar o cartão com algumas palavras manuscritas para seus clientes, parentes e amigos. Escreva algo simples e breve. A tempo: escolha os cartões não pelo tamanho nem pelo preço, mas pelo bom gosto. Artísticos, beneficentes ou tradicionais, fica a seu critério. Evite os humorísticos.

Outro dia eu estava pensando em deixar uma mensagem de Natal e ano-novo na minha secretária eletrônica. O que acha da idéia, Evita?
Acho bem simpática. Aliás, tenho outra que talvez lhe interesse: que tal incluir uma breve mensagem de boas festas nos e-mails que enviar nessa época?

Como devo proceder ao receber um generoso presente de Natal de um fornecedor?
A primeira providência é se informar sobre as normas da empresa em relação ao recebimento de presentes. Em geral, é estipulado um valor a partir do qual fica proibido aceitar regalos. Mas minha sugestão é a seguinte: mesmo se sua empresa não tiver regulamentos formais a respeito do assunto, trate de devolver os presentes mais caros — como viagens, jóias, aparelhos eletrônicos e por aí afora. Basta agradecer e alegar que, infelizmente, a empresa não permite. Não há como contra-argumentar.

Vale mandar cartões de Natal virtuais?
A não ser para os muito amigos. Nada mais chato do que obrigar as pessoas a abrir aqueles arquivos pesadíssimos, que demoram uma eternidade para surgir na tela. Os e-mails, no entanto, são válidos. Mas o ideal mesmo, na minha opinião, ainda é despachar cartões natalinos pelo bom e velho correio.

Dúvidas sobre atitudes, bons modos, saias-justas no trabalho?Escreva para Evita: evitagaffe@abril.com.br ou Av. das Nações Unidas, 7221, 18o andar, São Paulo, SP, CEP 05425-902. O sigilo é garantido.