As regras para nunca errar ao usar seja, se e si em textos

Professor Diogo Arrais explica a diferença entre se e si e indica o jeito certo de usar a forma seja

Não é raro perceber a confusão gráfica entre “se” e “si”. O termo “se” é, na maioria das vezes, conjunção ou pronome:

“Se não ocorrer engarrafamento, irei a Brasília hoje.”
“Após a sessão, os deputados abraçaram-se.”


Já o termo “si” é um dos pronomes oblíquos átonos. A regra para tais palavras é – sempre precedidos por preposição.

“Santana costumava falar bem de si mesmo.”
“Cada um por si, e Deus para todos.”

Além disso, é preciso estar alerta e jamais usar “si” por “você”, como no exemplo abaixo:

“Não tenho nada contra si, Janete!” (lamentável erro)
“Não tenho nada contra você, Janete!” (forma correta)

Caro leitor, você sabia que a expressão “seja…seja” pode funcionar como expressão de alternância? Seja…seja pode sim funcionar como conjunção alternativa:

“Buscamos bons atendentes, seja jovens, seja idosos.”

Lembremo-nos ainda de que conjunção é classe gramatical invariável. Ratifico: “seja…seja” conjuntivo não irá para o plural.
No entanto, há quem prefira usar a citada expressão como verbo, conforme exemplo no dicionário de Luiz Sacconi (gigante da Língua!):

“O maior risco que o Brasil corre é que seus políticos, sejam do governo, sejam da oposição, não estejam à altura dos desafios e problemas do país.”

Para facilitar, quando for verbal o uso, podemos subentender a expressão “que eles sejam do governo, que eles sejam da oposição”.
Por fim, quando o uso for conjuntivo, não pode haver mistura de elementos (seja e ou), como percebemos no erro clássico abaixo:

“Buscamos bons atendentes, seja jovens ou idosos.”

Em suma: “seja” deve ter a correlativa “seja”; “ou” deve ter a correlativa “ou”.
Um grande abraço, até a próxima e siga-me pelo Instagram!

Diogo Arrais
@diogoarrais
Professor de Língua Portuguesa
Autor Gramatical pela Editora Saraiva