Abaixo a ditadura da gravata

O terno e a gravata sempre foram considerados uma espécie de armadura no mundo corporativo. De uns tempos para cá, no entanto, o casual wear vem se tornando cada vez mais comum em companhias de todos os setores e portes. É justamente para ensinar os profissionais a combinar as roupas de forma equilibrada – e, sobretudo, correta – que muitos consultores de moda resolveram estender seus domínios prestando serviços não só para pessoas físicas mas também para empresas. É o caso dos consultores da confecção masculina Yachtsman, que promovem palestras em organizações como DuPont e Aché. Durante a apresentação, grupos de profissionais aprendem como combinar cores e padrões, que tipo de roupa usar em reuniões externas, como montar um guarda-roupa básico para trabalhar, e por aí afora. Além disso, eles também ficam sabendo quais os erros mais comuns – e como evitá-los. “Entre as dúvidas mais freqüentes estão como combinar cinto, meias e sapato, se a calça social deve ou não ter pregas, se o jeans é permitido no escritório, essas coisas”,* diz Paulo Tavares, gerente de produto da Yachtsman. Com receio de fazer feio, Marcelo Egea, consultor da Franquality, de São Paulo, até algum tempo atrás preferia não arriscar – e, portanto, não tirava o terno e a gravata. “Depois de assistir à palestra, comecei a me sentir mais seguro ao me vestir para o casual day ou fazer uma visita informal a um cliente”, diz ele.

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