A Philips aboliu as salas individuais dos executivos

Em vez de estações individuais, a empresa acomoda as pessoas em mesões coletivos

Barueri (SP) – Melhorar a qualidade de vida das pessoas faz parte da missão da Philips, multinacional de origem holandesa. E a companhia leva muito a sério esse compromisso, não só desenvolvendo e fornecendo produtos de ponta para a população, como também cuidando efetivamente de seus funcionários.

A começar por seu escritório de Barueri (SP), que já virou referência mundial na empresa. Com uma estrutura inteligente, que substituiu estações individuais por mesões coletivos e aboliu o uso de salas particulares, a Philips conseguiu acomodar 30% mais pessoas em um espaço 30% menor do que a antiga sede.

O segredo é que a planta acompanha uma nova mentalidade de trabalho — a da jornada flexível. Na Philips, os profissionais podem trabalhar de três maneiras: com horário fixo (normalmente o pessoal das fábricas), no modelo Mobile (no qual exercem suas atividades até 20% do tempo fora da companhia) ou no Full Mobile (que permite que se trabalhe de qualquer lugar, cumprindo suas tarefas até 90% do tempo fora da empresa).

A forma de trabalho adotada é tratada diretamente com o superior imediato. Essa flexibilidade é vista pelos funcionários como um excepcional atrativo da múlti, que demonstra sua preocupação com saúde logo na porta de entrada. “Eu nunca vi um exame admissional como o que é feito aqui”, diz um empregado que passou por uma consulta completa com direito à medição de sua circunferência abdominal.

A lista de campanhas de qualidade de vida é grande e vai da prevenção da gripe à do câncer. Um recente programa de incentivo a perda de peso, por exemplo, fez com que a empresa ficasse 150 quilos mais leve num período de seis meses. Eleita no Guia como destaque em Saúde, a estreante Philips tem também outros méritos.

Seus profissionais elogiam muito a liderança e consideram boas as oportunidades de carreira. As vagas na companhia são abertas mundialmente e todos podem se candidatar. No ano passado, a Philips movimentou 60 profissionais internamente, promoveu 339 e expatriou 11 brasileiros.

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
A Philips tem a prática global de monitorar o percentual de mulheres que ocupam posições de liderança. Essa diversidade é estimulada também na sucessão. Os funcionários, em geral, se queixam do excesso de burocracia e os gestores reclamam do trabalho operacional que precisam exercer no dia a dia.