A crise está tornando a geração Y parecida com a X?

Jovens estão dando mais valor até do que seus próprios pais ao tempo de permanência na empresa, segundo pesquisas

São Paulo – Quando dez entre dez profissionais de RH e recrutamento falavam em apagão de talentos, como acontecia em 2012, os jovens da Geração Y, em especial aqueles pertencentes às classes A e B, andavam mais despreocupados.

“Eram assediados pelas empresas, podiam escolher emprego”, diz Manoela Costa, gerente da Page Talent, especializada no recrutamento de estagiários, trainees e jovens profissionais em começo de carreira.

Há sete anos na Page Talent trabalhando diretamente com a seleção de jovens para grandes empresas, Manoela percebe claramente uma mudança de postura desde que os ventos da crise começaram a soprar. “Hoje, há preocupação maior com a estabilidade no emprego”, diz.

O estudo “mercado de trabalho – primeiro emprego” feito pelo Vagas.com com mais de 600 jovens até 30 anos em busca de oportunidades mostra que eles estão dando mais valor até do que seus próprios pais ao tempo de permanência na empresa.
Enquanto 45% disseram que valorizam a estabilidade no emprego, um percentual menor (39%) acredita que isso é essencial para os seus pais.

Pela primeira vez, os jovens aparecem menos inclinados a mudanças constantes, demonstrando preocupações e escolhas mais conservadoras, segundo nota Rafael Urbano, que foi o coordenador da pesquisa do Vagas.com. Manoela concorda. “O perfil do profissional da Geração X está aparecendo mais no Y”, diz ela.

Valorizar plano de carreira também é um aspecto que surge para confirmar essa nova tendência entre jovens: quase 70% (68%) dão importância para esse fator na hora buscar emprego e 51% dizem que seus pais consideram o plano de carreira importante.
Mas, no seu dia a dia, Manoela Costa tem visto mais jovens preocupados em conseguir emprego logo do que em planejar seus passos de carreira. “Muitas vezes, o mesmo candidato se inscreve para processos em empresas e setores completamente diferentes e espera ser aprovado em alguma delas”, diz.

Não é só no Brasil

O cenário atual instável está fazendo com que o jovem se sinta à vontade para arriscar, e não só no Brasil. Levantamento realizado pela Universum com mais 290 mil estudantes de engenharia, TI e administração de 12 países mostra um ligeiro aumento na preocupação com a segurança no emprego de um ano para cá.

Para 42% deles , a estabilidade no trabalho é meta de carreira e entre os brasileiros foi o objetivo de carreira mais votado depois de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, o aspecto campeão na preferência entre eles e todos os outros estudantes.

Qualidade de vida

Na opinião de Manoela, aliás, o que é marcante na geração Y é a busca pela qualidade de vida e pelo significado. O jovem precisa gostar do trabalho”, afirma.

Na pesquisa do Vagas.com metade dos entrevistados confirma a importância de concordar com os valores da empresa empregadora mas só 33% disseram que o mesmo vale para seus pais.

Comentários

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  1. Andréa Ferracini

    A Revista Exame e a Empresa Catho afirmam que quem fala inglês vale 61% a mais, em média, do que quem não fala inglês e eles também afirmam que o número de pessoas desempregadas é muito maior entre os que não falam inglês. Encontrei um método para APRENDER INGLÊS (https://youtu.be/GWWdZqVSLLQ) que mostra como em 8 SEMANAS você pode ter o resultado que levaria 5 anos para alcançar em outras escolas de inglês. Fantástico!