A aventura do auto conhecimento

As empresas buscam mais que habilidades técnicas: estão atentas ao seu comportamento. Por isso, todo esforço para conhecer seus pontos fortes e fracos vale a pena

A idéia é antiga, simples e à primeira vista não implica esforços. Sócrates, filósofo grego do século 5 a.C., eternizou-se com ela: “Conhece-te a ti mesmo”. No mundo executivo, o guru dos gurus, Peter Drucker, engrossa o coro dos que a propagam. Sua recomendação número 1 para o sucesso na vida profissional é: “Saiba quem você “. É fato que as empresas hoje buscam mais que profissionais competentes. Não estão apenas interessadas nas habilidades técnicas do candidato mas em sua ética, seus valores, suas ambições, seu comportamento. Para ter cada sentimento em seu lugar, é preciso, portanto, que você se conheça profundamente. É necessário descobrir seus medos, seus desejos — e seus limites.

Mas, se você conhece as pessoas na convivência e está consigo mesmo o tempo todo, então por que o autoconhecimento nem sempre é um processo consciente e fácil? É que olhar para dentro pode ser doloroso. Exige coragem e paciência porque você pode não gostar da descoberta. É um processo que, muitas vezes, evidencia pontos fracos. “Com o autoconhecimento vivenciamos as alegrias e as tristezas de sermos o que somos”, diz a psicóloga Rugenia Pomi, do Instituto Saratoga, de São Paulo. Rugenia, que atende profissionais em diversos estágios da carreira, tem deparado com gente questionando o sentido do trabalho e da própria vida cada vez mais cedo. Muitos até são bem-sucedidos, mas por algum motivo buscaram motivação fora deles mesmos. E fazer algo que não tenha sentido para você é o caminho certo para a infelicidade. Conhecer-se de verdade pode ser uma aventura. Vale fazer terapia, investir num hobby, dedicar as horas livres ao voluntariado. VOCE s.a. ouviu quatro profissionais que encararam a viagem. Conheça, em seguida, suas histórias.