85% dos profissionais da Promon são donos da empresa

Quando se trata de gestão de pessoas, Promon é unanimidade. Em previdência privada, a empresa não exige contrapartida do seu quadro

São Paulo (SP) – Veterana neste Guia, a Promon é unanimidade quando o assunto é gestão de pes­soas. Com uma comunidade criativa e dinâmica de profissionais — 85% deles são donos da empresa e têm ações com direito a voto —, a Promon cresceu geograficamente no ano passado, quando abriu mais três filiais, em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Recife (PE).

A expansão fez com que a área de RH reforçasse ainda mais seus canais de comunicação com o público interno por meio de blogs, portais, vídeos, intranet, mural digital, cafés com o presidente e com a intensificação de programas inovadores, como o Mastigando Ideias. O programa, que acontece no horário do almoço, reúne 50 pessoas de todo o país para falar com o presidente por meio de videoconferência.

É uma das oportunidades que o time tem para falar sobre melhorias nas condições de trabalho e os rumos do negócio. Mas toda essa voz ativa do coletivo não significa dizer que não exista hierarquia bem estruturada por lá. Ao contrário. Além de serem avaliados a cada três meses no modelo 360 graus, os gestores da Promon precisam adquirir (antes de virarem líderes) competências específicas, que são alinhadas por meio de dois programas — o Desenvolvimento de Gestores e o Desenvolvimento de Novos Líderes.

Eles ainda passam por treinamentos identificados por chefes, mentores, coordenadores de disciplinas ou pelo próprio funcionário. “O líder que não está preparado não é aceito pelo grupo, que exige ser guiado por bons gestores”, diz um engenheiro.

A boa notícia para quem quer fazer parte do seleto grupo de promonianos é que a empresa prevê abrir mais 180 vagas nas áreas de engenharia, tecnologia, logística e vendas neste ano. Se você ainda não se convenceu, faltou dizer que o modelo acionário da Promon determina que a totalidade do lucro seja revertida em benefício de todos, semestralmente, sob a forma de dividendos ou reinvestimento no negócio — valor que se reincorpora no preço da ação. 

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
A empresa contribui com o equivalente a 8,5% do salário para a previdência privada e não exige contrapartida dos profissionais. Segundo os funcionários, os vários processos emperram a realização de projetos novos, e o volume de trabalho tem sido muito grande para todos os níveis.