3 cuidados na hora de sugerir profissionais como referência

Pesquisa do site Career Builder indica que 3, em cada 5 empregadores, já receberam opiniões negativas de candidatos ao conversar com profissionais sugeridos por eles

São Paulo – Cuidado com os profissionais que você indica para servirem de referência do seu trabalho para possíveis novos empregadores. Pesquisa feita pelo site Career Builder nos Estados Unidos revelou que a cada 5 empregadores, 3 já se surpreenderam recebendo opiniões negativas a respeito de candidatos ao conversarem com profissionais sugeridos por eles para passarem referências.

Além disso, 29%, dos 2,4 mil empregadores entrevistados pelos pesquisadores disseram já terem descoberto que referências dadas pelos candidatos não existiam. Ainda entre os empregadores, 80% disseram que checam as referências dos candidatos antes de contratá-los. Já entre os funcionários, 15% assumiram que já deixaram de avisar profissionais que haviam incluído na lista de referência.

Segundo a vice-presidente de Recursos Humanos do Career Builder afirmou no estudo, é essencial checar se os profissionais em questão desejam ser incluídos na lista de referência. Para ela, isso pode evitar dores de cabeça e feedbacks negativos para o potencial novo empregador.

No Brasil, a checagem de referências também uma prática comum e não é substituída pelas recomendações que o candidato tem no LinkedIn. Os especialistas em recrutamento, João Paulo Camargo, sócio-gerente da Asap, e Winnie Welbergen, consultora da Hays, por exemplo, já afirmaram a EXAME.com que ao visitarem o perfil de um candidato no LinkedIn leem as recomendações com certa desconfiança. Os dois dão mais valor às referências que eles mesmos vão buscar.

A seguir veja cuidados que você deve tomar na hora de indicar uma pessoa para dar referências sobre a sua atuação profissional:

1 Certifique-se de que ele conhece bem o seu trabalho

Escolha alguém que realmente conhece o seu trabalho é uma das dicas da vice-presidente de RH do Career Builder. Optar por um colega que mal sabe o que você fazia pode ser um tiro no pé. Isso porque se o recrutador quiser estender a conversa ele não vai saber detalhar o escopo da sua atuação na empresa. 

2  Escolha alguém que possa falar da sua postura profissional

Recrutadores valorizam profissionais dos quais recebem avaliações positivas em relação à postura ética. Por isso, Rosemary sugere que os candidados citem colegas ou ex-chefes que possam dar um testemunho verdadeiro sobre o tema.

3 Peça permissão e avise que um recrutador poderá ligar

Ninguém gosta de ser pego de surpresa. Por isso, é sempre bom avisar para evitar contratempos. Assim, se a pessoa não se sentir confortável, ela poderá avisá-lo e você terá tempo para achar alguém disposto a fazê-lo.