10o lugar/Vitória

Um mar de oportunidades

A Grande Vitória é sede de corporações de porte na área de comércio exterior. É o caso da Coimex Trading, da Eximbiz, da Unicafé, Brazil Trading e outras, que cresceram muito na década passada. Por isso, para quem domina línguas e tem experiência em comércio internacional, talvez não exista, fora São Paulo, melhor lugar do que a capital capixaba para turbinar a carreira. “Nosso grupo está sempre contratando”, diz Bernadete Coser, diretora da Coimex, que fatura acima de 1 bilhão de dólares anuais. Trabalhar lá também pode funcionar como trampolim para uma carreira internacional, pois a Coimex tem escritórios fora do país.

Outro setor que tem futuro na região é o de petróleo. A costa do estado possui áreas geológicas promissoras. No entanto, não existe mão-de-obra especializada nas redondezas. Por isso, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) já oferece alguns cursos para suprir essa carência. É o caso da engenharia de dutos, por exemplo. “Já tivemos alunos que começaram a trabalhar antes mesmo de terminar o curso”, diz Márcio Coelho, coordenador da Ufes.

Vitória e arredores também concentra muitas metalúrgicas de porte, como Samarco Mineração, Hispanobras, Nibrasco, Vale do Rio Doce e Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), entre outras. Esta última vai, a partir de setembro, diversificar sua linha de produção, resultado de um investimento de 450 milhões de dólares. Além da contratação do pessoal técnico, há boas possibilidades de crescimento para os executivos.

De cinco anos para cá, a CST promoveu 50% do quadro de gerentes. No ano passado, 90 trainees, entre engenheiros, economistas e administradores, foram admitidos. Desses, 87 foram contratados. A empresa está admitindo mais 25 neste ano e outros 20 em janeiro de 2003. “Mais indústrias transformadoras de aço virão para o Espírito Santo. É uma questão de tempo”, prevê Esvaldo de Miranda Nunes, gerente de RH da CST. O engenheiro eletricista Marcelo dos Reis Faria, de 31 anos, está apostando na expansão desse mercado. Oito anos atrás, o fluminense de Campos trabalhava na capital mineira. Nessa ocasião, a CST realizou a primeira seleção de trainees. Faria foi chamado. “Minha expectativa de crescer na carreira está se concretizando”, diz. Hoje, ocupa uma posição gerencial. Para dar conta do desafio, fez dois cursos de pós-graduação — pagos pela empresa. Também esteve no Japão, na Bélgica e na França a trabalho. “Quando as oportunidades chegarem, estarei muito bem preparado”, diz.