10 coisas que você precisa saber sobre a prova do GMAT

Teste obrigatório na maioria dos processos de seleção dos programas de MBA exige agilidade e postura decidida

São Paulo – Mais de 4,8 mil programas de MBA espalhados por 83 países utilizam as notas do GMAT como uma etapa de seus respectivos processos de seleção de alunos.

E, se a pontuação no teste não é decisiva, no mínimo, é capaz de aumentar as chances de entrar nas turmas mais seletas das escolas de negócios ao redor do mundo.

A prova, baseada em conceitos de matemática e domínio da língua inglesa, tem o objetivo de mimetizar os desafios que os executivos poderão viver no cotidiano prático dos programas. “A nota é um indicador de que se você consegue ou não lidar com partes do MBA”, diz Darrin Kerr, sócio da FK Partners.

Por isso, não por acaso, o teste do GMAT é, logo de cara, uma das principais dores de cabeça de quem pleiteia uma vaga nas instituições de ensino executivo mais renomadas ao redor do globo. Confira dicas sobre como tirar a prova de letra.

1. É o pontapé para chegar no MBA

O primeiro passo para entrar nos principais programas de MBA não é escrever o ensaio ou pedir as melhores cartas de recomendação, mas sim fazer a prova do GMAT. A nota que você conseguir no exame é essencial para balizar todas as decisões relacionadas ao programa que você irá seguir.

“Nas escolas de negócios que estão no topo dos principais rankings , a média de nota do GMAT é acima de 700 pontos”, diz Darrin Kerr, da FK Partners. “Se você tiver uma nota inferior a essa, provavelmente estará perdendo tempo em participar do processo de seleção”.

2. Estrutura

Ao todo, a prova possui 3 horas e meia. Parece muito, mas acredite: o tempo é curto para superar as 78 questões mais os dois ensaios que compõem a prova.

Seção Questões Tempo
Escrita analítica (Analytical Writing) 2 ensaios 30 minutos cada
Quantitativa (Quantitative) 37 75 minutos
Verbal (Verbal) 41 75 minutos

A nota no GMAT varia de 200 a 800. Dois terços dos estudantes ficam na zona de 400 a 600 pontos. O ensaio, por sua vez, tem nota de 0 a 6.

3. Ensaio (ou aquecimento)

A parte escrita do GMAT não entra para a pontuação que será utilizada nos processos de seleção de MBA. Mesmo assim, vale a pena caprichar na elaboração dos dois textos pois as escolas de negócios terão acesso a nota que você descolar.

“Os candidatos terão que fazer um ou dois ensaios para o processo de seleção do MBA, além de também ter a nota do exame de proficiência em língua inglesa”, diz o especialista.” Ter uma boa nota no exame escrito do GMAT mostra consistência para os selecionadores”.

4. Matemática e as pegadinhas

Em si, o conteúdo pedido na prova de matemática não é um “bicho de sete cabeças”. As questões, geralmente, abordam temas estudados até o ensino médio no Brasil.

O problema está na maneira como os problemas são elaborados. A prova possui dois estilos de questões: resolução de problemas ou de informações suficientes.

No primeiro caso, a ideia é mostrar qual é a resposta correta. O problema é que elas, em alguns momentos, podem induzir você a ir para um lado quando deveria ir para outro. “Eles dão muita informação. A dica é analisar o que você precisa ou não para responder a questão”, diz Kerr.

O maior grau de dificuldade está nas questões de “Data Sufficiency”. Nesse estilo, não é preciso dar a resposta correta, mas escolher quais informações são suficientes para solucionar o problema.


5. Questões de idioma

Mesmo os mais fluentes (e até nativos) engasgam na prova verbal. Motivo? A corrida contra o tempo aliada a testes muitos trabalhosos. Em média, os textos tem cerca de 70 linhas. Como não dá pra retornar, a dica é fazer anotações sobre as ideias do texto.

Já na parte dedicada à gramática, a meta é identificar possíveis erros. Muito cuidado nessa hora – até nativos fazem deslizes. Para minimizar os erros, a solução é treinar (e muito).

6. Olho no relógio

O tempo é um dos principais, se não o maior, calcanhar de Aquiles das pessoas que participam do GMAT. “Na vida real, todo executivo precisa fazer decisões rápidas com pouca informação”, diz o especialista. “No GMAT, a ideia não é mostrar o quanto você sabe de álgebra. Mas, sim, o que você pode fazer em 75 minutos.


7. Achou fácil? Sinal vermelho


A programa de computador da prova do GMAT é do tipo Computer Adaptive Test (CAT). Em outros termos, as questões de adequam ao nível da pessoa que está fazendo a prova.

“Se você errar uma questão, a próxima será mais fácil”, explica Kerr. Se acertar, mais difícil. Então, atenção redobrada as perguntas estiverem fáceis demais para você. Algo pode estar muito errado nas suas respostas.

8. Sem deslizes no início

Com isso, é essencial começar bem a prova. Se bambear nas respostas logo no início, ficadifícil conseguir uma pontuação próxima da média das principais escolas de negócios.


9. Abre portas, mas não é decisivo

E isso é fundamental para impressionar os selecionadores das escolas de negócios top. “Quanto melhor for sua pontuação no GMAT, mais portas serão abertas”, diz Kerr.

Mas isso não significa que um bom desempenho no GMAT é garantia de integrar a próxima turma do programa de MBA. Segundo o especialista da FK Partners, uma nota aumenta as suas chances de entrar num bom curso.

Mas isso não é tudo. Você precisa ainda de uma excelente história profissional, boas recomendações e o perfil coerente com o da instituição em questão.

10. Como funciona no Brasil

No Brasil, as provas acontecem ao longo do ano e devem ser agendadas com extrema antecedência. A lista de centros que aplicam as provas e datas disponíveis está no site oficial do GMAC (Graduate Management Admission Council), que organiza o teste.