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XP registra oferta pública; os dados do desmatamento e Embraer recebe seis pedidos

Embraer recebe seis pedidos

A Embraer anunciou neste domingo, 17, no Dubai Airshow 2019, que recebeu seis pedidos firmes de jatos. Um dos acordos é com a Air Peace, maior companhia aérea da Nigéria e da África ocidental, para três jatos E195-E2. A aérea já havia encomendado 10 aviões do mesmo modelo em abril. Os outros três pedidos foram de aeronaves E190 e feitos pela CIAF Leasing, sediada no Cairo. Ao todo, os novos pedidos somam US$ 374 milhões, de acordo com a Embraer. Com o novo pedido, a Air Peace tem 13 encomendas dos jatos E195-E2, com 17 direitos de compra para o mesmo modelo. A previsão é de que a primeira entrega aconteça no segundo trimestre de 2020. Os jatos serão configurados para 124 assentos.

XP registra oferta pública

A XP Inc, controladora da XP Investimentos entre outras empresas, entrou com registro para oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, de acordo com documentos enviados pela companhia à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado norte-americano. A empresa informou que pretende ter suas ações Classe A listadas na Nasdaq sob o código “XP” e que o Goldman Sachs, o J.P. Morgan, o Morgan Stanley, o Itaú BBA e o Citigroup estão entre os subscritores do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial).

Os dados do desmatamento

Os dados de sistema de satélites que faz o monitoramento anual do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal, o Prodes, a serem divulgados na segunda-feira, devem apontar que a região perdeu, entre agosto de 2018 e julho deste ano, entre 9 mil e 11 mil quilômetros quadrados de mata nativa, no maior número registrado desde 2008. “Deve ficar entre 9 mil e 11 mil quilômetros quadrados.

Essa é a projeção que se faz com base nos dados que o Deter revelou para esse mesmo período”, disse à Reuters o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, responsável por monitorar o desmatamento, Gilberto Câmara. Se os dados apresentados nesta segunda-feira pelo Inpe confirmarem essas estimativas, o número do desmatamento será o maior desde o período 2007-2008, quando fechou em 12.911 quilômetros quadrados de área desmatada.

Maduro prende

Vários militares venezuelanos foram presos acusados de apoiar supostos planos dos Estados Unidos e da Colômbia para derrubar o governo de Nicolás Maduro, disse o mandatário em entrevista transmitida neste domingo (17). “Nos últimos meses (…) desmembramos, comparticipação própria de oficiais de nossa Força Armada, mais de 47 tentativas de capturar oficiais para colocá-los a serviço da estratégia da Colômbia e dos gringos”, afirmou Maduro à emissora privada Televen.

Enfrentando a pior crise da história recente do país petroleiro, Maduro garantiu que mantém “inteligência permanente” destinada a detectar tentativas de “dividir e debilitar” a força armada, considerada pela oposição e por analistas o principal apoio do governo. Por outro lado, descartou que na Venezuela se produza um cenário similar ao da Bolívia, onde policiais e militares promoveram a saída de seu aliado, Evo Morales, após quase 14 anos no poder.



Trump: Kim foi longe demais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acostumado a ironizar e ofender os adversários políticos, considerou neste domingo que a Coreia do Norte passou dos limites ao chamar o ex-vice-presidente democrata Joe Biden de “cão raivoso”. Pyongyang, em um ato de violência verbal, afirmou na sexta-feira em um comunicado que “os cães raivosos como Biden podem machucar muitas pessoas se autorizados a correr livremente”.

“Devem ser punidos com a morte com um pedaço de pau antes que seja muito tarde”, completou o comunicado da agência oficial norte-coreana KCNA. “Joe Biden pode ser sonolento e muito lento, mas não é um ‘cão raivoso’. Ele é realmente um pouco melhor que isso”, respondeu Trump no Twitter, em uma defesa daquele que pode ser o candidato democrata nas eleições de 2020.

Pedidos de renúncia na Bolívia

O novo governo da Bolívia adotou esforços, neste domingo (17), para dar fim às manifestações que em um mês deixaram 23 vítimas, enquanto grupos de camponeses leais ao ex-mandatário Evo Morales deram à presidente interina Jeanine Áñez 48 horas para renunciar. O principal foco do conflito tinha se concentrado em Cochabamba (centro), onde na sexta-feira camponeses cultivadores de coca entraram em confronto com o Exército e a Polícia, deixando nove mortos, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que elevou a 23 o número de vítimas em um mês de confrontos.

O governo enviou um avião com 35 toneladas de carne para La Paz e prometeu outras 25 toneladas de frango nos próximos dias, disse Justiniano. Mas a pressão contra as novas autoridades se mantém. Seis sindicatos de cultivadores de coca de Chapare, reduto de Morales, exigiram na noite de sábado “a renúncia da autoproclamada presidente de facto Jeanine Áñez Chávez em um prazo de 48 horas”.