XP compra Rico; O nome da Defesa…

Renan vira réu

O presidente do Senado, Renan Calheiros, tornou-se réu no processo movido pela Procuradoria-Geral da República pelo recebimento de propina da empreiteira Mendes Júnior. A empreiteira era responsável por pagar a pensão do filho do senador com a jornalista Mônica Veloso. O caso veio à tona em 2007 e fez com que Calheiros renunciasse na época à Presidência do Senado – cargo para o qual voltou em 2013 — e enfrentasse dois processos infrutíferos de cassação. Mais da metade dos ministros acatou a denúncia do MP por peculato, mas recusou por falsidade ideológica.

Lula em Cuba

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou o juiz Sérgio Moro que viajará para Cuba no final de semana. O motivo é o velório e enterro do ex-ditador do país, Fidel Castro. Lula deve viajar no domingo e retornar na segunda-feira.

Vazamento do Enem

A Polícia Federal concluiu em inquérito que houve vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizadas no início de novembro. No dia da realização da prova, candidatos foram presos no Ceará e no Amapá com o tema da redação. Na conclusão da Polícia Federal, os candidatos receberam o gabarito da mesma quadrilha. “Uma quadrilha organizada nacionalmente teve acesso antecipado às provas. Isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”, disse o Ministério Público Federal, que sugere que as notas da redação não sejam consideradas pelo Inep, que aplica a prova.

Moro no Senado

O juiz Sergio Moro e o ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, foram os convidados da sessão do Senado que discutiu o projeto de abuso de autoridade que tramita na casa. O texto prevê o endurecimento de punições contra autoridades que se excederem no poder, indo de policiais a juízes e promotores. Moro disse que “talvez” não seja o melhor momento para a aprovação da medida, tendo em vista as grandes operações policiais anticorrupção em curso, mas fez uma sugestão ao projeto. Mendes, por sua vez, criticou as propostas enviadas pelo Ministério Público ao Congresso, conhecidas como as Dez Medidas Contra a Corrupção.

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XP compra Rico

A empresa de investimentos XP anunciou a aquisição de 100% do capital da corretora Rico. A informação foi antecipada pela coluna Primeiro Lugar, na nova edição da revista Exame. Fundada em 2010, a Rico tem hoje 8 bilhões de reais sob custódia e sua carteira de 120.000 clientes cresce 10% ao mês. A transação está sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

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Samarco: primeiro sinal verde

A mineradora Samarco obteve um primeiro sinal verde para poder retomar suas operações. O Departamento Nacional de Produção Mineral deu sua anuência à empresa para que utilize uma cava como depósito provisório de rejeitos de minério de ferro. Ainda faltam as licenças da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais para usar o local. A Secretaria de Minas já indicou que é factível considerar que a licença final necessária para que a Samarco retome a produção saia em meados de 2017.

Linha dura na defesa

O presidente eleito americano Donald Trump anunciou o nome do futuro secretario de defesa: o general reformado James Mattis. Ele é um ex-fuzileiro naval com experiência na Guerra do Golfo e do Afeganistão. Seu apelido é Mad Dog (Cachorro Louco). Mattis é um ferrenho crítico da gestão Obama e já afirmou que o Irã é a maior ameaça para os Estados Unidos. Como está afastado das forças armadas apenas há três anos, e não sete, como prega a Constituição, seu nome depende de uma mudança na Legislação a ser feita pelo Congresso.

Um adeus para a Venezuela

A Venzuela está suspensa do Mercosul. Terminou nesta quinta-feira 1º de dezembro o prazo estabelecido pelos países fundadores do bloco para que a Venezuela cumprisse todas as obrigações que assumiu quando entrou no bloco em 2012. Nos últimos meses, o governo de Nicolás Maduro informou que não poderia incorporar 133 obrigações por “razões técnicas” — como o Protocolo de Assunção, que estabelece a proteção dos direitos humanos.

O lobby de Trump

A fabricante americana de ar-condicionado Carrier afirmou que, após “ter chegado a um acordo” com o presidente eleito, Donald Trump, não vai mais deslocar para o México 1.400 postos de trabalho de sua unidade em Indiana — estado do vice de Trump, Mike Pence. Os termos do acordo não são conhecidos. “Grande dia para Indiana e para os ótimos trabalhadores desse maravilhoso estado. Vamos manter nossas empresas e empregos nos Estados Unidos. Obrigada, Carrier”, disse Trump no Twitter. O republicano já ameaçou tributar em 35% os produtos das empresas que deixarem o país.

Hollande fora

O presidente francês, François Hollande, do Partido Socialista, afirmou que não vai concorrer à reeleição em 2017. Pesquisas mostravam que Hollande não tinha apoio suficiente para chegar ao segundo turno contra o candidato de centro-direita, François Fillon, e a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, da Frente Nacional. Hollande afirmou que desistiu por estar “ciente do risco” que significaria, para o partido, concorrer “sem apoio suficiente”. A abstenção abre caminho para que outro candidato de esquerda desponte na disputa contra Le Pen e Fillon.