Vila Olímpica tem 85% das obras concluídas a 1 ano dos Jogos

A pouco mais de um ano para o início dos Jogos, 85% das obras de construção da Vila Olímpica que hospedará os atletas durante o evento estão finalizadas

Rio de Janeiro – A pouco mais de um ano para o início dos Jogos Olímpicos do ano que vem, no Rio de Janeiro, 85% das obras de construção da Vila Olímpica que hospedará os atletas durante o evento estão finalizadas, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelos responsáveis pelo projeto.

O complexo, que está sendo erguido na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, a uma distância de quase três quilômetros do Parque Olímpico, inclui a construção de 31 edifícios de 17 andares, com um total de 3.604 apartamentos, e ocupa um terreno de 800 mil metros quadrados.

De acordo com fontes do consórcio Ilha Pura, responsável pelo empreendimento, as obras serão finalizadas no final deste ano, meses antes de a Vila ser cedida temporariamente ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

A Vila Olímpica ficará à disposição do COI durante 17 meses, a partir de março de 2016, para que nela se hospedem os aproximadamente 18 mil atletas e integrantes das delegações que participarão tanto dos Jogos Olímpicos como dos Paralímpicos. Depois disso, o local passará por reformas para que os apartamentos sejam entregues a seus compradores.

Está previsto que o grande projeto imobiliário, que está sendo custeado apenas com recursos da iniciativa privada, terá um custo de US$ 920 milhões. A venda dos apartamentos, de dois, três ou quatro quartos, já começou, mas estes serão entregues apenas em 2017.

Apesar do momento econômico ruim, os responsáveis pelo projeto garantem não estar preocupados, mas reconhecem que nos últimos meses o ritmo das vendas caiu.

“Ilha Pura é um projeto a longo prazo”, destacou o porta-voz do empreendimento, Mauricio Cruz, que afirmou também que a crise econômica no Brasil não está afetando apenas o setor imobiliário, mas todo o país.

O porta-voz enfatizou que o consórcio não está preocupado com uma possível queda da procura no mercado imobiliário. “Por um lado, a crise pode inibir a decisão de compra, mas, por outro, projetos como este, que já estão praticamente acabados, representam um risco muito pequeno de entrega”, argumentou.

Ele também negou que o fato de cinco executivos da Odebrecht, que participa do consórcio – entre eles o presidente Marcelo Odebrecht -, estarem entre os acusados no escândalo de corrupção na Petrobras possa afetar o projeto.

“Na verdade, não está afetando em absoluto. Na realidade, a subsidiária Odebrecht Realizações Imobiliárias está encarregada pelo projeto de maneira independente”, alegou.