Vice-governador de MG será investigado por usar helicóptero após spa

Paulo Brant, do partido Novo, e sua mulher se deslocaram de um spa de luxo de helicóptero durante o feriado prolongado da Páscoa

São Paulo — O Ministério Público de Contas de Minas Gerais instaurou nesta quinta-feira (25) um inquérito para apurar o uso de helicóptero do Estado pelo vice-governador Paulo Brant (Novo) e sua mulher.

No dia 21 deste mês, os dois voaram de Nova Lima, onde estavam hospedados em um spa, a Ouro Preto, para participar das comemorações do Dia de Tiradentes.

A portaria diz que foi levada em consideração a ausência de publicidade da agenda oficial que pudesse demonstrar necessidade de uso de transporte mais rápido e oneroso pelo vice-governador.

O caso

Filiado ao Novo, Brant e sua mulher se deslocaram de um spa de luxo de helicóptero durante o feriado prolongado da Páscoa. A notícia foi revelada pelo jornal O Tempo.

Segundo a assessoria do governo mineiro, o casal estava hospedado no Espaço Águas Claras, que ficaria na rota aérea do compromisso de Brant.

Foi por esse motivo, de acordo com o governo, que um helicóptero oficial foi usado para transportar os dois até Ouro Preto.

No evento, foram homenageados bombeiros e representantes da Defesa Civil mineira que ajudaram no resgate às vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro, e também a professora Helley de Abreu — que morreu ao tentar salvar crianças de um incêndio criminoso na creche Gente Inocente, em Janaúba, na região Norte do Estado.

A distância de carro entre o spa e a cidade do evento é de 94 quilômetros percorridos normalmente em pouco mais de uma hora.

A utilização da aeronave constrangeu o governador Romeu Zema e o Novo, partido que prega o corte de gastos e privilégios e a austeridade no uso de recursos públicos.

No evento, diante do vice, Zema chegou a mencionar a necessidade de se reduzir custos diante da grave situação fiscal do Estado.

Durante a campanha, Zema, único governador eleito pelo Novo em 2018, prometeu não usar aviões do governo e apenas se deslocar em voos de carreira durante o mandato.

A redução dos gastos do setor público e a diminuição do tamanho do Estado também foram bandeiras de João Amoêdo na disputa presidencial pelo partido no ano passado.

Em postagens no Twitter, Amoêdo sugeriu que há ênfase desproporcional no caso e uma falsa equivalência na cobertura das atitudes do partido: