USP propõe discutir presença da PM no campus após desocupação de reitoria

A ocupação é uma manifestações contra o convênio assinado pela universidade e a PM para o patrulhamento do campus

São Paulo – A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) propôs hoje (4) criar um grupo de trabalho para discutir a presença da Polícia Militar (PM) na Cidade Universitária. A criação do grupo, porém, está condicionada à desocupação do prédio da reitoria por um grupo de estudantes da universidade.

Os estudantes ocupam a reitoria desde a madrugada de quarta-feira (2). A ação é uma manifestações contra o convênio assinado pela universidade e a PM para o patrulhamento do campus.

Esta tarde, uma comissão de negociação da reitoria se reuniu com representantes dos alunos quando foi apresentada a proposta da criação do grupo de trabalho.

Segundo a reitoria, caso a proposta seja aceita, o grupo de trabalho será formado por representantes da direção da universidade, estudantes e funcionários, além, da participação de pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência e do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da própria USP.

A reitoria propôs também a criação de outro grupo de trabalho para examinar a questão dos processos administrativos que podem ser abertos contra estudantes que fazem a ocupação.


Os estudantes declararam, por meio de nota, que, apesar das propostas, a reitoria não está disposta a negociar. “Foi proposto que, somente depois que desocuparmos [o prédio], seria aberto um grupo de trabalho para discutir alguns pontos do convênio [com a PM] e alguns dos processos. Por isso, a negociação foi uma farsa somente para a reitoria fingir que está aberta ao diálogo.”

Ontem (3), a Justiça já determinou a desocupação e a reintegração de posse do prédio da reitoria da USP. A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública Central de São Paulo, determinou que a desocupação seja feita em 24 horas.

O prazo para a saída dos estudantes, contudo, só começa a ser contado a partir do momento em que eles forem notificados. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou esta tarde que não há previsão de quando esta notificação será feita.