Uísque é símbolo de status da classe média no Brasil, diz The Economist

Publicação britânica divulga ranking dos maiores importadores do mundo e cita que a população nordestina toma a bebida alcoólica com água de coco e gelo

São Paulo – A América do Sul é a região que apresenta o maior crescimento no consumo de uísque escocês. O levantamento publicado pela edição online da revista The Economist mostra que o volume global de exportações do produto atingiu o recorde de 1,1 bilhões de garrafas no ano passado, totalizando US$ 4,9 bilhões.

Embora França, Estados Unidos e Espanha ainda sejam os maiores mercados, o crescimento mais veloz vem de países como o Brasil (alta de 56% em relação a 2008) e a Venezuela (alta de 77% em relação a 2008).

“No Brasil, o uísque é símbolo de status para a classe média emergente (no Nordeste, a bebida é frequentemente consumida com água de coco e gelo)”, diz a publicação britânica.

Na Venezuela, diz a reportagem, garrafas de uísque servem como “distração para uma economia em apuros”. O valor global das exportações da bebida aumentou 40% nos últimos 10 anos, fruto de um processo de valorização do produto.

O próximo passo é conquistar os mercados da Índia e da China, cujo mercado doméstico tem apenas 1% de aguardentes importadas. “O desafio para os produtores escoceses é assegurar que a China beba uísque em vez de uma imitação local, como aconteceu com um ‘uísque louco’ no Japão.”

Veja a lista dos 10 maiores importadores de uísques escocês:

Ranking mundial País Crescimento das importações: 2009/2008
1 França 12%
2 EUA 12%
3 Espanha -15%
4 Cingapura 6%
5 África do Sul 12%
6 Venezuela 77%
7 Brasil 56%
8 Coreia do Sul -13%
9 Alemanha -11%
10 Austrália 1%
Fonte: Scotch Whisky Association/The Economist | Elaboração: EXAME.com