Trump rebate; Facebook barrado…

O primeiro debate

O dia foi marcado por discussões e análises sobre a performance da democrata Hillary Clinton e do republicano Donald Trump no primeiro debate da campanha presidencial. Na noite de segunda-feira 26, os candidatos falaram sobre temas como segurança nacional, mercado de trabalho e discriminação racial no país. Trump afirmou, por exemplo, que o Nafta (tratado comercial entre Estados Unidos, Canadá e México) é responsável pela queda nos empregos nos Estados Unidos e questionou o tratamento dado pelo governo Obama e por Hillary à organização terrorista Estado Islâmico. A democrata, por sua vez, acusou Trump de ser “menos rico do que parece”, de não pagar seus impostos, e não vender imóveis para compradores negros.

Hillary vencedora?

Para a maioria dos analistas que repercutiram o debate, Hillary saiu vitoriosa no primeiro encontro. Numa pesquisa feita pela CNN imediatamente após a transmissão, 62% dos telespectadores responderam que Hillary venceu o embate, ante apenas 27% que avaliaram que Trump foi melhor. O debate foi recorde de audiência nos Estados Unidos, com 80,9 milhões de espectadores. Nomes ligados ao mercado deram declarações reagindo positivamente à boa participação de Hillary no debate e o peso mexicano subiu 2,2%, seu melhor resultado na semana, uma vez que Trump é visto como ameaça às exportações mexicanas para os Estados Unidos.

Trump rebate

Incomodado com sua performance, o magnata foi à rede de TV Fox nesta terça-feira e acusou o moderador do debate, Lester Holt, de ter levantado “questões injustas”. Mas ele parece ser um dos poucos a pensar assim: a performance de Holt foi amplamente elogiada por políticos, pela imprensa americana e até mesmo por apoiadores de Trump. Logo após o debate a gerente da campanha do bilionário, Kellyanne Conway, afirmou que o moderador fez “um bom trabalho”. Holt interveio algumas vezes na segunda-feira, questionando afirmações falsas de ambos os candidatos — ele perguntou a Trump, por exemplo, sobre seus questionamentos à nacionalidade do presidente Barack Obama.

Ajuda à Síria

O Departamento de Estado americano anunciou um pacote de 364 milhões de dólares em ajuda à Síria. O objetivo é fornecer comida, água, auxílio médico e outros suprimentos básicos. Segundo o governo, três quartos do montante são destinados a pessoas que permanecem no país, enquanto o restante deverá ir para os refugiados. Ao todo, os Estados Unidos já enviaram 5,9 bilhões de dólares em ajuda humanitária à Síria desde que a guerra civil no país começou, há cinco anos.

Opep sem acordo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não conseguiu chegar a um consenso quanto à imposição de um limite para sua produção. Os 13 membros do grupo reuniram-se informalmente na segunda-feira, durante o Fórum Internacional de Energia em Argel, capital da Argélia. No encontro, dirigentes da Arábia Saudita revelaram uma proposta que previa a produção de 1 bilhão de barris de petróleo a menos pelos membros da Opep. Contudo, o Irã já afirmou que não aceitará congelar a produção. Um acordo já havia falhado na última reunião do grupo, em abril — o próximo encontro será no dia 30 de novembro na cidade de Viena, na Áustria.

Hamburgo barra Facebook

A Justiça da cidade alemã de Hamburgo proibiu o aplicativo de mensagens WhatsApp de repassar dados de seus usuários ao Facebook. A decisão também obriga a empresa de Mark Zuckerberg a deletar todas as informações já coletadas dos mais de 35 milhões de alemães que utilizam o app. No último mês, o WhatsApp causou preocupação sobre a privacidade de seu 1 bilhão de usuários ao redor do mundo, quando anunciou que passaria a encaminhar ao Facebook informações como números de telefone e hábitos de uso. Em resposta, o Facebook afirmou que a operação está dentro dos padrões de privacidade da União Europeia e que está aberto a trabalhar com os reguladores para esclarecer possíveis preocupações.