Trégua no PSDB?; Nobel de física…

Trégua?
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o senador Aécio Neves determinou o fim das intrigas de aliados contra o governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Aécio também duvidaria que Alckmin poderia sair do partido caso o governador não ganhe a prévia para disputar a presidência em 2018. Ainda segundo o jornal, Aécio teria o com controle do partido e seria o nome mais forte para ganhar a indicação.

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Nobel
Três britânicos ganharam o Nobel de física nesta terça-feira. David Thouless, Duncan Haldane e Michael Kosterlitz investigaram estados exóticos da matéria.

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O plano de Doria

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, concedeu uma bateria de entrevistas nesta segunda-feira, oportunidade que usou para reforçar algumas de suas propostas. Defendeu a “desestatização”, com venda do Parque Anhembi e Autódromo de Interlagos, além de concessão do Pacaembu. Disse que a saúde é prioridade “1, 2 e 3” e voltou a afirmar que as velocidades nas Marginais Tietê e Pinheiros serão elevadas logo no início de seu governo.

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Mais críticas


O vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador, Alberto Goldman, reiterou as críticas feitas ao prefeito eleito de São Paulo, João Doria. “Não vou abrir mão da minha visão crítica, (…) no meu entender houve mesmo abuso de poder, não volto atrás”, disse em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias e tempo real do jornal O Estado de S. Paulo. Antes da eleição, Goldman disse em resposta a seus leitores que “de maneira nenhuma” recomendava o candidato-empresário. Doria foi inclusive denunciado ao Ministério Público do Estado por Goldman e pelo senador José Aníbal por suposta compra de votos nas prévias tucanas.

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PEC do teto

Um ajuste na PEC do teto de gastos deixará para 2018 a correção do piso para saúde e educação pela inflação. Para 2017, continua valendo a regra atual, que limita a despesa pela receita corrente líquida. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o relator da PEC, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). A mudança já constará no relatório que Perondi deve apresentar à comissão especial na Câmara nesta terça-feira.

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BNDES: foco em renováveis
O BNDES divulgou nova política de financiamento ao setor de energia, com incentivo a empréstimos em taxas de juros de longo prazo para projetos de energia solar. O banco reduziu o prazo máximo para hidrelétricas e extinguiu também o apoio a térmicas a carvão e óleo, assim como a linhas de transmissão. Os termos, segundo o banco, acompanham a nova estratégia do governo para o setor de energia, que prevê maior apoio a fontes renováveis e melhor precificação dos projetos.

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Renegociação na Colômbia

Após a rejeição do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) num referendo no domingo, líderes colombianos se movimentam para recomeçar as negociações.  Mesmo com a derrota do acordo,o presidente Juan Manuel Santos confirmou que o cessar-fogo entre o governo e as Farc, iniciado em agosto, continuará em vigor, por ora. Negociado ao longo dos últimos seis anos e assinado na última semana, antes do referendo, o texto foi rejeitado por uma diferença de apenas 54.000 votos – foram 50,2% dos votos a favor e 49,8% contra. A taxa de abstenção foi alta, e menos de 40% do eleitorado compareceu às urnas.

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O que acontece agora

Os negociadores retornaram à Havana, em Cuba – onde as negociações vinham acontecendo -, para decidir o que fazer após o resultado do plebiscito. Na manhã desta segunda-feira, o chefe da equipe de negociadores de paz, Humberto de la Calle, renunciou ao cargo. O líder da guerrilha, Timochenko, disse lamentar que “ódio e rancor” tenham influenciado a opinião da população colombiana.

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Sem paz na Síria

O Departamento de Estado americano anunciou a suspensão das negociações com a Rússia para um acordo de paz na Síria, devido à participação dos russos nos recentes ataques à cidade de Alepo. Conversas conjuntas entre os dois países, organizações rebeldes e o governo de Bashar al-Assad fizeram com que um cessar-fogo fosse acordado em 9 de setembro, mas o compromisso fracassou em poucos dias, quando forças de Assad, apoiado pelos russos, voltaram a bombardear áreas de Alepo controladas pelos rebeldes. Enquanto isso, a Rússia acusa os Estados Unidos de não ter pedido aos rebeldes que se dissociassem de forças terroristas que também atuam na guerra civil no país, que já dura seis anos.

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