Torcedores violentos serão impedidos de entrar no país

O sistema que servirá de base para a operação foi atualizado com os nomes de 2,1 mil barras-bravas argentinos

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinou nesta terça-feira uma portaria que proíbe que ingresse no Brasil durante a Copa do Mundo qualquer pessoa que esteja na lista do Sistema Nacional de Procurados e Impedidos (SNPI) como membro de torcida envolvida com violência nos estádios.

A medida se aplica aos fiscais de migração em portos, aeroportos internacionais e pontos de fiscalização terrestre de migração e perderá a validade logo após o Mundial.

O sistema que servirá de base para a operação foi atualizado com os nomes de 2,1 mil barras-bravas argentinos.

O cadastro deveria ser estendido para os hooligans, mas a polícia inglesa se recusou a fornecer a identidade dos torcedores, alegando que não permitirá que saiam do Reino Unido.

Na noite de segunda, a polícia brasileira extraditou o primeiro barra brava de volta para a Argentina.

Daniel Atardo, 45, torcedor do Rosário Central, foi identificado quando tentava desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Atardo retornou ao país de origem junto com a esposa que o acompanhava.

Cooperação

Para garantir o controle, a Polícia Federal inaugurou em Brasília o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI).

O centro conta com aproximadamente 220 policiais dos demais 31 países que disputam a Copa do Mundo, além de representantes da ONU, Interpol e Ameripol.

Em média, cada nação possui sete oficiais em ação no local. O Brasil destacou 50 homens para o CCPI.

O centro recebeu ainda policiais de Angola, Moçambique, Peru e Venezuela – por suas posições estratégicas – e do Catar, sede do mundial em 2022.

O local está equipado com 34 telões, que exibirão imagens dos torcedores e delegações nos aeroportos, hotéis e estádios.

Caso sejam flagrados em confusão, a polícia terá autonomia para acessar o banco de dados do respectivo país e buscar informações sobre a pessoa.