Pensando na mobilidade urbana, empresa pode melhorar vida do funcionário

Repensar o deslocamento do funcionário afeta o engajamento, a produtividade e a economia, segundo especialistas na Conferência Ethos 360º

São Paulo – Atualmente, 80% dos deslocamentos nas grandes cidades brasileiras são realizados por motivo de trabalho ou estudo.

Desse modo, as empresas que pretendem ter um papel sustentável no desafio da descarbonização da economia brasileira devem desenvolver iniciativas responsáveis que engajam seus funcionários, como mostraram especialistas na Conferência Ethos 360º, neste quarta-feira, 4.

O primeiro passo é entender como os funcionários se deslocam para oferecer opções que unem economia e qualidade de vida.

Atualmente, porém, a maior parte das companhias só começam a pensar em mobilidade quando se percebem em situações problemáticas como, por exemplo, não ter estacionamento para todos os executivos.

A questão vai além quando a empresa não encara a mobilidade como uma completa transformação de cultura. “Não basta incentivar o uso de bicicleta. É preciso instalar bicicletários e vestiários. Não basta estimular a carona e não oferecer opções seguras”, afirma Isabel Atherino, diretora de marketing da Quicko, startup de tecnologia em mobilidade.

Segundo os especialistas, entender a mobilidade urbana como responsabilidade da empresa pode, inclusive, impactar positivamente no engajamento dos funcionários a partir de integração das equipes e melhora da produtividade.

Quando o funcionário passa menos tempo no trânsito ele melhora sua qualidade de vida e, consequentemente, seu trabalho. O compartilhamento de veículos entre os grupos também estimula a empatia.

“Algumas empresas no Brasil começam a oferecer vaga gratuita em estacionamento para funcionários que disponibilizam carona aos colegas de trabalho”, diz Lina Nakata, analista da organização Great Place to Work.

Outro exemplo é o oferecimento de uma carteira digital para que o funcionário escolha o meio de transporte com melhor custo-benefício e não se restrinja ao vale-transporte ou ao veículo individual. “O importante é democratizar o acesso”, diz Renato Franklin, presidente da locadora de veículos Movida.