Temer só fala em PIB; Fotos de Lula…

Governo “responsável”

Às vésperas do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, o presidente Michel Temer ressaltou em discurso a subida de 1% do PIB no primeiro trimestre de 2017 e agradeceu ao Congresso por fazer o país “voltar a crescer”. “”Eu quero ressaltar muito que o fim da recessão, estamos combatendo muito a recessão, mostra o caminho que nosso governo escolheu é responsável, do crescimento, do emprego e da prosperidade”, disse em evento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, ignorando o julgamento de amanhã. Como parte oficial do evento, Temer assinou decreto de ampliação de três unidades de conservação federais — o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), a Estação Ecológica do Taim (RS) e a Reserva Biológica União (RJ) — e ressaltou a ação do país no Acordo de Paris, pouco depois do presidente norte-americano Donald Trump anunciar a saída dos Estados Unidos do grupo. “As medidas hoje adotadas revelam que nosso governo tem como um de seus valores supremos a responsabilidade. A responsabilidade é uma das palavras chaves do nosso governo”.

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TSE em novo horário

O Tribunal Superior Eleitoral alterou nesta segunda-feira o horário da segunda sessão do julgamento da chapa Dilma-Temer, antes prevista para 19h desta quarta-feira 7. A pedido do relator, ministro Herman Benjamin, haverá sessão já às 9h de quarta. O TSE não explicou a mudança, mas a sessão poderá agora se estender por toda a quarta-feira. A reabertura dos trabalhos está mantida para esta terça-feira às 19h. Também haverá duas sessões na quinta-feira 8, às 9h e às 19h.

 

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Rocha Loures

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, preso pela Polícia Federal no último sábado, será transferido para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal, apenas depois de prestar depoimento na ação que responde em virtude de ter aceitado propina de delatores do grupo J&F na Operação Lava-Jato. A previsão é de transferência até quarta-feira 7. Segundo a defesa, Rocha Loures deve ficar em silêncio. Em março, ele foi flagrado pela PF recebendo em São Paulo uma mala com 500.000 reais em dinheiro vivo. Investigadores tentam descobrir se o dinheiro foi recebido a mando do presidente Michel Temer, como acusam os executivos da empresa em delação premiada.

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Pedro Corrêa e Lula

O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE), condenado na Lava-Jato a 20 anos e sete meses de prisão, mostrou, em depoimento nesta segunda-feira 5, fotos de encontros que teve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à época em que o petista ocupava o Planalto. Corrêa procurou assim negar que fosse “um desconhecido” de Lula e que o ex-presidente negociou com ele a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras, tudo reforçar suas provas para um acordo de delação premiada. O ex-presidente negou relações com Corrêa em depoimento no processo sobre o tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá, em São Paulo. “Eu vivia no Palácio do governo. Porque eu era presidente do partido e, consequentemente, participava, pelo menos duas vezes por mês, das reuniões do conselho político”. Corrêa é testemunha de acusação na ação penal que apura se Lula recebido vantagens indevidas da ordem de 75 milhões de reais da Odebrecht por contratos com a Petrobras, incluindo o terreno onde ficaria uma nova sede do Instituto Lula e a compra da cobertura vizinha a seu apartamento em São Bernardo do Campo.

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Doria segue popular

O prefeito João Doria é avaliado como bom ou ótimo por 41% e como ruim ou péssimo por 22% dos paulistanos, diz pesquisa Datafolha divulgada neste segunda-feira. Outros 34% o acham regular. O levantamento foi realizado no dia 1º de junho, com 1.125 pessoas na cidade de São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais. O perfil “padrão” do apoiador de Doria, segundo o instituto, é homem (45% de aprovação), com 60 anos ou mais (48%), com renda média de 10 salários mínimos (62%) e curso superior (53%). Mesmo depois de ação polêmica na cracolândia, a avaliação do prefeito se manteve estável em comparação com a medição anterior, de abril deste ano. A pesquisa aponta que 59% dos paulistanos concordaram com a ação na cracolândia, contra 34% que a rejeitam. “Vamos seguir dentro desta mesma linha. Não tem recuo”, disse o prefeito sobre a ação.